quinta-feira, 30 de outubro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 4x2 Santa Cruz em julho de 1945

Nasciam o músico britânico John McVie (baixista da banda de rock Fleetwood Mac), o ator norte-americano Everett McGill (ator nos filmes “A Hora do Lobisomem” de 1985 e “007 – Permissão Para Matar” de 1989) e a atriz norte-americana Marta Kristen (atriz nos filmes “Folias na Praia” de 1965 e “Na Trilha dos Apaches” de 1963). Faleciam a atriz britânica Annie Esmond (atriz nos filmes “The Yellow Claw” de 1921 e “Save a Little Sunshine” de 1938) e o ator britânico Fred Rains (ator nos filmes “Névoa no Vale” de 1923 e “Chick” de 1936). Alguns sucessos musicais foram “Não Diga a Minha Residência” com Carlos Galhardo, “Haja Carnaval ou Não” com Francisco Alves e “Fica Doido Varrido” com Silvio Caldas.

Mais uma edição do tradicional clássico da amizade entre América e Santa Cruz foi realizada pelo campeonato pernambucano de futebol e esta em especial, ocorreu no dia 01 de julho de 1945 no Estádio dos Aflitos. A partida foi válida pelo turno eliminatório do campeonato, no qual, as duas equipe últimas colocadas não prosseguiriam no certame e o América, que faria sua última partida no turno eliminatório, era o vice-líder com seis pontos, dois a menos que o líder Sport, enquanto que, o Santa Cruz, que ainda faria um clássico contra o Náutico, estava na terceira colocação com cinco pontos ganhos. Ambos já estavam classificados para a disputa do primeiro turno e a expectativa era de boa presença de público, uma vez que, o Santa Cruz vinha de uma grande vitória por cinco a zero contra o Flamengo e o América vinha de um duro empate por três a três contra o time dos trabalhadores da empresa ferroviária Great Western.

O clássico da amizade foi a preliminar da partida Náutico x Flamengo do Recife que se realizaria um pouco mais tarde e na hora correta o árbitro, o Sr. Argemiro Felix (Sherlock) chamou as agremiações para o gramado, com a finalidade de dar início à peleja. Quando a bola rolou no tapete verde dos Aflitos, foi o América quem partiu para cima logo no começo e aos 5 minutos de bola rolando, o meio-campista Astrogildo fez um ótimo lançamento para o atacante Valdeque e este chutou no canto indefensável do arqueiro Estênio do tricolor. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 SANTA CRUZ.

Ilustração de América x Santa Cruz no Estádio dos Aflitos pelo
campeonato pernambucano em 1 de julho de 1945.
Atrás no marcador, os corais tentaram reagir e perderam uma grande chance de empatar, quando o atleta Procópio cruzou a bola na grande área para o atacante Edinaldo, que a dominou, ajeitou para o pé direito e aos 12 minutos mandou forte por cima do goleiro Leça do América. O torcedor percebia que os alviverdes da Estrada do Arraial tinham uma melhor desenvoltura nas quatro linhas e aos 20 minutos o atacante Elói driblou o zagueiro Sidinho do Santa Cruz e tocou para trás nos pés de Valdeque, que fez o giro de corpo e tocou rasteiro no canto de Estênio para ampliar a vantagem no Eládio de Barros Carvalho. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X0 SANTA CRUZ. Os torcedores e simpatizantes mais pessimistas do clube das três cores, já supunham que viria uma goleada, entretanto, num eficaz ataque armado pelo atacante Toinho, que pegou a bola no meio campo e entrou pela defesa esmeraldina, lançou a pelota nos pés do companheiro Roldan, que ganhou na corrida do zagueiro Deusdedith do América e chutou no canto de Leça para diminuir a vantagem. AMÉRICA 2X1 SANTA CRUZ.


Jornal Pequeno de 3 de julho de 1945.
Os americanos tentaram levar o resultado de vitória para o intervalo, mas, um vacilo de Pedrinho no meio campo, gerou um contrataque puxado com rapidez pelo atleta Amauri aos 34 minutos e este tocou a bola para o atacante Guaberinha, sobrevivente da fatídica excursão tricolor à Belém do Pará, e ele chutou forte para empatar a partida. AMÉRICA 2X2 SANTA CRUZ e tudo igual de novo nos Aflitos. O clássico estava eletrizante e aos 40 minutos, o atleta Oséas tocou para o alviverde Zezinho, que ganhou em velocidade de Pedrinho do Santa Cruz e tocou no meio da zaga adversária para Edgard, que puxou para o pé esquerdo e mandou na rede do goleiro Estênio. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 3X2 SANTA CRUZ e assim terminou o primeiro tempo de jogo. Os grupos de jogadores para o segundo tempo foram os mesmos da etapa inicial, todavia, não houve o mesmo brilhantismo de ambas as equipes, o que tornou a partida eletrizante. O América tomou conta do jogo e aos 8 minutos, o atleta Capuco recebeu a bola de Galego e cruzou na área grande para Elói, que passou pelo tricolor Rubinho e chutou para uma excepcional defesa do goleiro Estênio. Com 13 minutos de bola rolando, o Santa Cruz tentou o empate numa jogada começada pelo meia Rui, que serviu a Edinaldo  e este em velocidade, passou por Galego do América e chutou no canto de Leça, que defendeu com bastante categoria. Os tricolores caíram de produção e os esmeraldinos subiam ao ataque com facilidade e numa destas descidas, o meia Astrogildo correu até a linha de fundo aos 27 minutos e cruzou a bola nos pés de Edgard, que se livrou da marcação de Sidinho e chutou por cima das traves defendidas pelo goleiro do time do Arruda. A pressão americana era grande e aos 32 minutos, o atleta Valdeque se livrou da marcação de Rui e levantou a bola para a pequena área e Zezinho, numa cabeça fulminante, marcou o quarto gol dos alviverdes, então campeões pernambucanos. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 4X2 SANTA CRUZ.

Nota do Jornal Pequeno de 3 de julho de 1945.
Os corais tentaram diminuir a vantagem aos 39 minutos, quando Toinho avançou e tocou a bola para Guaberinha, que passou por Pedrinho e chutou para fora, raspando a trave do goleiro Leça. A vantagem podia ter sido ampliada se o atleta Oséas não tivesse, aos 44 minutos, chutado por cima de Estênio, uma ótima bola que lhe foi dada livre de marcação, pelo meio-campista Capuco. Fim de jogo nos Aflitos e o América saiu vencedor em mais um clássico, partida esta que somou uma renda de 5.554 cruzeiros. Na partida principal, o Náutico derrotou o Flamengo do Recife por vinte e um a três, a maior goleada da história do campeonato.

AMÉRICA:
Leça; 
Deusdedith e Galego; 
Pedrinho, Capuco e Astrogildo; 
Zezinho, Valdeque, Elói, Edgard e Oséas.

SANTA CRUZ
Estênio; 
Sidinho e Pedrinho; 
Rubinho, Procópio e Rui; 
Toinho, Amauri, Guaberinha, Roldan e Edinaldo.


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Elenco se apresenta !!!


O dia foi marcado por movimentação na estrada do Arraial, na tradicional sede do América Futebol Clube, aconteceu a apresentação do grupo de atletas e do treinador do América para disputa do Campeonato Pernambucano de 2015.

Os diretores Osmundo Bezerra e Josué Antônio apresentaram ao grupo o treinador Maurílio Silva, e falaram sobre as propostas do clube para o próximo campeonato. O grupo está sendo reforçado, tendo sido apresentado ou melhor, re-apresentado os atletas Kássio e David. Os mesmos tiveram boas passagens na equipe alviverde em competições passadas. O zagueiro David tem um verdadeiro histórico de serviços prestados ao clube alviverde, sendo, nos últimos anos, o jogador com maior número de atuações pelo clube.

O objetivo inicial do clube e acabar o primeiro turno na ponta da tabela, adquirindo assim o direito de disputar o segundo turno na fase principal e assegurar a vaga na série D.

Os atletas já se encontram hospedados na cidade de Gravatá, de onde se deslocarão para o município de Chã Grande, para realizar o período de treinamento.

Boa sorte ao grupo e bom trabalho!! O Campeonato começou!!!



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 10 x 1 Náutico em abril de 1918

Jornal Pequeno do dia 27 de abril de 1918.
Nasciam o cineasta Ozualdo Candeias (diretor de filmes como “A Margem” de 1967 e “Caçada Sangrenta” de 1974), o ator norte-americano Robert Preston (ator em filmes como “Legião de Heróis” de 1940 e “A Conquista do Oeste” de 1963), a atriz Célia Biar (atriz nos filmes “Caiçara” de 1950 e “As Cariocas” de 1966), o físico norte-americano Frederick Reines (vencedor do prêmio Nobel de Física de 1995), o físico norte-americano Richard Feynman (vencedor do prêmio Nobel de Física em 1965) e o piloto automobilista italiano Alberto Ascari (campeão da Fórmula 1 em 1952 e 1953). Faleciam o político jaboatonense Francisco do Rego Barros Barreto (senador imperial entre 1871 e 1889) e o velocista escocês Henry Macintosh (medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1912 em Estocolmo na Suécia). Alguns sucessos musicais foram “Coração que Implora” com José Ribas, “Porque eu fui Poeta“ com Vicente Celestino e “Quem São Eles?” com Bahiano.

Nota do Jornal Pequeno do dia 27 de abril de 1918
sobre o jogo América x Náutico.
A quarta edição do campeonato pernambucano de futebol aconteceu sob a fórmula dos pontos corridos pela primeira vez, ou seja, o campeão seria a equipe que ao final das rodadas somasse mais pontos. No dia 28 de abril de 1918, o recifense aguardava ansioso pelo confronto entre o América e o Náutico a se realizar no Campo da Ponte D’Uchôa no bairro das Graças, colocando frente a frente, os alviverdes, que vinham de desempenhos razoáveis nos anos anteriores, contra os alvirrubros, que em 1916 e 1917 jogaram na divisão inferior, portanto, seria a estreia do Náutico na primeira divisão de Pernambuco. Com o campeonato unificado em função da desistência do Casa Forte e do Paulista, findaria o sistema de divisão em série A (com os tradicionais América, Santa Cruz, Flamengo, Torre e Peres) e série B (com os novatos Sport, Náutico, Casa Forte e Paulista), no qual os primeiros de cada série, disputavam uma final em busca do título de campeão pernambucano. O América não poderia contar naquela partida com o goleiro Hossel, que poucos dias antes teve que viajar para o Rio de Janeiro e por causa disto, Lopes seria o substituto e atuaria tanto no jogo preliminar entre os segundos quadros, como também no jogo principal, enquanto que, o Náutico tinha como novidade, a presença do zagueiro Barbosa Lima (ex-Torre) em seu elenco principal, homem que anos mais tarde seria um dos políticos mais influentes do estado e governador de Pernambuco eleito em 1948. O Sr. Gastão Bonfim foi o árbitro que apitou o embate entre os segundos quadros de América e Náutico, iniciado às duas da tarde e que terminou com vitória americana por 4x0 com gols de Ayres, Lapa duas vezes e Dubeaux. O América de Lopes; Ayres e Fred; Licor, Zé Tasso e Town; Lapa, Dubeaux, Jorge Tasso, Mather e Hogges venceu a preliminar contra o Náutico de Nélson; Garcia e Agnaldo; Carlos, Davino e Sylvio; Adour, Adamastor, Chico Lopes, Francês e Máximo.

Ilustração de América x Náutico no campo da ponte D'Uchôa pelo
Campeonato pernambucano de 1918.
Finalmente chegava a hora da partida principal. Às 4h a bola começou a rolar no gramado do Campo da ponte D’Uchôa sob a arbitragem do Sr. Alcindo Wanderley e com a presença de um grande público, sobretudo, mulheres, o clube alvirrubro deu a saída de bola com o atacante Ivan e logo no primeiro minuto, ele fez um grande passe de bola para Nadu, que perdeu a bola para o zagueiro Alexi do América. Aos 3 minutos, os americanos foram ao ataque com Zé Tasso, porém, este perdeu a pelota frente ao defensor Barbosa lima, que afastou o perigo. Amarão pegou a bola gerando perigoso contrataque e lançou a esférica para Bibi, todavia, em posição de impedimento, bem marcado pelo árbitro. Aos 6 minutos Zé Tasso apareceu mais uma vez e puxou sua equipe para o ataque fazendo belo passe para Sigismundo, que devido à forte marcação de Barbosa Lima, perdeu a bola e o goleiro Nélson do Náutico a agarrou. O jogo estava equilibrado até que aos 8 minutos o atacante Karl tocou para Montheath e este de muito longe mandou o torpedo para abrir o marcador na Ponte D’Uchôa. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 NÁUTICO. Os garotos de Rosa e Silva começaram a cair de produção e aos 16 minutos, o atleta Soares cruzou a bola para Sigismundo e ele não desperdiçou. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X0 NÁUTICO.

Jornal Pequeno de 30 de abril de 1918.
O “The Green Team” começou a mandar no primeiro tempo e viu Sigismundo tocar para Karl, que tocou para Soares, que tocou para Montheath, mas este atleta estava impedido, de acordo com o juiz Alcindo Wanderley. Aos 21 minutos, o meio-campista Robinson (capitão do América e mais experiente, com 35 anos de idade) lançou a bola para o companheiro Zé Tasso, que de frente com o arqueiro Nélson, tocou no canto esquerdo para ampliar a vantagem. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 3X0 NÁUTICO. Dois minutos mais tarde foi a vez de Rômulo levantar a bola no peito de Karl, que a dominou e sem deixar cair no chão mandou para o fundo das redes adversárias. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 4X0 NÁUTICO. Sete minutos mais tarde, o zagueiro Ayres cruzou a bola de forma rasteira para os pés de Soares, que se encontrava perto da marca do pênalti, e chutou no canto direito de Nélson, que nada pôde fazer. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 5X0 NÁUTICO e assim terminou a primeira etapa do jogo. Os alviverdes voltaram para o segundo tempo para entrarem na história, aproveitando a segunda tarde mais infeliz da história do clube do bairro dos Aflitos (a primeira é melhor nem comentar) e aos 9 minutos, Zé Tasso tocou para Sigismundo na pequena área ampliar a vantagem. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 6X0 NÁUTICO. Possíveis discussões no intervalo fizeram os atletas do Náutico não fazerem força para evitar o vexame e aos 11 minutos, Soares cruzou para Zé Tasso marcar mais um. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 7X0 NÁUTICO. Três minutos depois, Robinson cobrou a falta na cabeça de Montheath e ele não desperdiçou. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 8X0 NÁUTICO. O gol de honra dos alvirrubros aconteceu aos 16 minutos, quando o meia Gravy tocou para Ivan, que tocou no canto esquerdo de Lopes. AMÉRICA 8X1 NÁUTICO.

Nota do Jornal Pequeno de 30 de abril de 1918.
Quatro minutos depois, apareceu a figura do meia Bermudes, que cruzou a bola para Soares mexer no placar do jogo, que beirava o absurdo. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 9X1 NÁUTICO. Ainda tinha vaga para mais e por isso, aos 26 minutos, o jogador Karl deu grande passe de bola para o craque Zé Tasso, que de fora da área mandou no canto de Nélson. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 10X1 NÁUTICO. Com um placar tão elástico, ficou visível que a ganância por mais gols, não seria bom para nenhum dos dois clubes e nem para o bem do futebol pernambucano, sem falar que, o público poderia se sentir menos motivado a comparecer aos jogos seguintes e o América se postou na defesa com todos os seus atletas. Antes do término, o Náutico teve uma grande chance de descontar aos 35 minutos no chute de Nadu, que forçou Lopes a fazer grande defesa e depois aos 40 minutos, quando o desportista Oliveira chutou de fora e a bola passou raspando as traves defendidas pelo arqueiro esmeraldino. Antes do título de campeão de 1918, o América ainda viria a golear tanto o Torre, quanto o Sport, ambos pelo placar de seis gols a um.

AMÉRICA
Lopes; 
Ayres e Alexi; 
Rômulo, Bermudes e Robinson; 
Karl, Sigismundo, Zé Tasso, Montheath e Soares.


NÁUTICO
Nelson; 
Barbosa Lima e Guilherme; 
Oliveira, Bibi e Gravy; 
Amarão, Amarinho, Lopes, Ivan e Nadu. 

domingo, 26 de outubro de 2014

VELHOS PROBLEMAS ...


A vida do América tem sido marcado pela constante luta pela sobrevivência, despontou com clube vencedor, de grandes conquistas ao longo dos seus 100 anos de vida. Aos poucos foi perdendo espaço, sua torcida foi diminuindo, suas conquistas também.

De positivo uma verdade: é um dos poucos clubes de Pernambuco que tem o privilégio de ser campeão de Pernambuco, são seis títulos!!!Com o passar do tempo foi se acostumando a ser o segundo time de todo pernambucano, o amado Mequinha!!

Passou por muitas dificuldades, ficou andando de cidade em cidade, atrás de um estádio que pudesse receber os seus jogos. Esta situação parecia resolvida, já que nos últimos ano Paulista se tornou a casa do América. Graças a parceria com a Prefeitura de Paulista e ao esforço de dirigentes americanos, o estádio Ademir "Cunhão" Cunha foi regularizado e aprovado para disputas de campeonatos de futebol.

Neste anos tivemos jogos de Campeonatos Brasileiros e Campeonatos Pernambucanos, dando opção de lazer a comunidade ,  vida ao estádio e divulgando a cidade de Paulista.

A história hoje é outra, o Ademir Cunha se encontra em estágio precário, seja pelo excesso de jogos ( culpa da Federação Pernambucana de Futebol) ou  pelas condições normais de toda edificação. Fatos que poderiam ter sido evitados se houvesse um melhor dialogo entre o América e a Prefeitura, que abandonou o estádio a própria sorte.

O estádio havia sido indicado para ser uma das sedes da Copa do Nordeste Sub 20 que ocorre entre os  meses de novembro de dezembro  e que terá transmissão para todo o Brasil!!Infelizmente não está em condições de receber jogos!!Paulista perde uma oportunidade de divulgação grátis!!

Só que esta deficiência vai acarretar outros problemas!!! O América vai ter que arrumar outro estádio para mandar seus jogos para o Campeonato Pernambucano de 2015, podendo mudar de cidade!!

Vamos voltar aos anos sombrios, indo de lugar em lugar, de cidade em cidade, atrás de um estádio...no ano passado foi a mesma coisa!


Isto me faz refletir : Será que o América é o segundo time de todo Pernambucano???

Acho até que não!! Só que tem mais...cadê aquelas pessoas que gostam do América, pessoas que tem cargo nas Prefeituras, no Governo do Estado, Empresários e dirigentes !!!

O América caiu nos anos 50 e 60 por que muitos se afastaram , foram até ajudar o Náutico!!

Nos anos 80 e 90 foi o mesmo abandono!!

Vamos unir esforços para ajudar o América!!!

O maior problema do América não é a falta de um estádio,mas, a falta de empenho dos verdadeiro americanos, que podem ajudar!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Roupa nova no Basquete da UNINASSAU/America



Depois do título de campeão pernambucano feminino da categoria SUB-19, a UNINASSAU/América apresentará os novos uniformes, produzidos pela Garra, nos quais o time entrará em quadra pela Liga de Basquete Feminino, prevista para iniciar no mês de novembro..

O evento acontecerá no ginásio da Faculdade Maurício de Nassau, do bairro das Graças, a partir das 17h desta quinta-feira (23) e será aberta ao público.

Na apresentação dos uniformes caberá as atletasAdrianinha, Ingrid e Izabela desfilarem com os três tipos de uniformes. Além dos uniformes branco  e o preto e verde, em degradê, a Garra apresentará um terceiro uniforme rosa, todos previamente apresentados por Domênica, da equipe SUB-19.

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 3x1 Equador em julho de 1922

Nasceram o ex-jogador boliviano Vicente Arraya (defendeu a Seleção Boliviana na Copa de 1950), a atriz norte-americana Eleanor Parker (atriz nos filmes “A Fera do Forte Bravo” de 1953 e “O Homem do Braço de Ouro” de 1955), a atriz norte-americana Barbara Hale (atriz nos filmes “Aeroporto” de 1970 e “A Invasão das Aranhas Gigantes” de 1975), o ator Ênio Santos (ator nos filmes “Nunca Fomos Tão Felizes” de 1984 e “Copacabana Me Engana” de 1968), o físico russo Nicolay Basov (vencedor do prêmio Nobel de Química de 1964) e o físico dinamarquês Aage Niels Bohr (vencedor do prêmio Nobel de Física de 1975). Faleceram o ator britânico Teddy Arundell (ator nos filmes “The Four Just Men” de 1921 e “The Tavern Knight” de 1920) e o ator norte-americano William Miller (ator nos filmes “Pirate Gold” de 1913 e “The New Dress” de 1911). Alguns sucessos musicais foram “Espingarda” com Os Turunas e “Sai da Raia” com Sinhô.

O campeonato estadual de 1922 foi disputado por oito equipes em sistema de pontos corridos e em turno único. A quarta rodada do certame foi aberta no dia 23 de julho, com o grande e esperado confronto entre os alviverdes do América Futebol Clube e os auriverdes do Equador Futebol Clube do Recife no saudoso Estádio da Jaqueira. A rodada teria sua continuação nos dois fins de semanas seguintes com os confrontos Sport x Torre, Peres x Flamengo e Náutico x Santa Cruz, sendo que, o América, que vinha de vitória por dois a um contra o Náutico, dividia a liderança junto com o Santa Cruz, ambos com seis pontos ganhos, enquanto que, o Equador, que vinha de derrota para o Santa Cruz por um a zero, dividia a última colocação com o Centro Sportivo do Peres, ambos sem pontuar ainda no campeonato. Pela manhã, os terceiros quadros de América e Equador empataram com um gol para cada lado, sob a arbitragem do Sr. José Carneiro e às 14h20, foi a vez dos segundos quadros pisarem no gramado verde da Jaqueira e sob a arbitragem do Sr. Eugênio Silva, o clube verde e branco venceu pelo placar de dois gols a zero.

Ilustração de América x Equador no Estádio da Jaqueira em 23 de julho de
1922 pelo campeonato pernambucano de futebol.
Às 16h, as equipes principais vieram para o gramado, sendo então, prestigiadas por um grande público e com o Sr. Gastão Bittencourt no apito, a bola finalmente rolou para América e Equador. O apito inicial do árbitro foi seguido imediatamente por um belo passe de Licor para Zé Tasso no ataque do América e quando este atleta já se preparava para arrematar a bola para o gol, eis que surge a figura do zagueiro Pinheiro do Equador, que derrubou Zé Tasso na grande área e o árbitro atento ao lance, ocorrido com um minuto de bola rolando, marcou o pênalti para o América. Zé Tasso cobrou no canto esquerdo do goleiro Nô para abrir o marcador no Estádio da Jaqueira. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 EQUADOR. Talvez, tomados pela euforia da abertura do placar na primeira chance da partida, os defensores americanos não tenham se entendido e aos 5 minutos, o meio-campista Alves do Equador tocou a bola para o atacante Fraga do clube verde e amarelo e após passar por Cunha Lima e Rômulo, bateu no canto direito do guarda-meta Nozinho, que nada pôde fazer. AMÉRICA 1X1 EQUADOR e tudo igual no marcador. O ritmo da partida era eletrizante, com as duas equipes se empenhando ao máximo para ficar à frente de seu oponente, mas, foi o América que aos 10 minutos partiu para cima dos equatorianos  com o atleta Faustino, que avançou desde o meio campo e logo após passar pelo zagueiro Souto, cruzou a bola de forma rasteira nos pés de Zé Tasso, que a dominou e bateu sem chances para estufar mais uma vez as redes do goleiro Nô dos auriverdes. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X1 EQUADOR e festa da torcida esmeraldina.


Os equatorianos de Recife somente reagiram aos 21 minutos, quando o atleta Izídio cruzou a bola para João Dantas, mas este teve seu chute desviado pelo zagueiro Cunha Lima do América de forma parcial e no rebote, Jesus chutou forte, entretanto, a pelota passou por cima das traves, assustando o goleiro Nozinho. O clube auriverde queria o empate e quase conseguiu aos 34 minutos por meio da jogada de Santos, que encontrou o companheiro Ferreira livre de marcação dentro da grande área e lhe cedeu a bola, todavia, o chute de Ferreira foi interceptado por Nozinho no centro do gol. No último lance do primeiro tempo, o América subiu ao ataque com o atleta Zé Tasso, que enxergou o atacante Jujú livre de marcação e lhe tocou a bola para este, desferir um potente chute rasteiro no canto baixo do arqueiro adversário e ampliar a vantagem dos esmeraldinos. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 3X1 EQUADOR e final da primeira etapa.

Nota do Jornal Pequeno de 24 de julho de 1922
As duas equipes não modificaram seus elencos titulares para o segundo tempo e nele, quem teve a primeira boa chance de gol foi o Equador, que aproveitou um erro do alviverde Fabinho, para avançar por meio de Jesus e tocar para Fraga, que chutou forte e no canto, contudo, Nozinho saltou para desviar o torpedo para escanteio. Querendo mostrar que não iria apenas aceitar a pressão do Equador, o América subiu ao ataque com o meia Lindolfo aos 14 minutos e ele cruzou a bola na cabeça do atleta Meirinha, que por ter sido atrapalhado por Raphael do Equador, acabou errando o cabeceio. Aos 20 minutos, foi veio a oportunidade de Araújo aumentar a vantagem, depois de ter recebido belo passe de Jujú, e fora da área, ele mandou o míssil no canto de Nô, que se esticou como pôde e evitou o quarto gol americano. Como uma derrota significaria para o Equador, sua retirada da briga pelo título, os verde-amarelos investiram com Ízídio aos 36 minutos e este passou o balão de couro para Ferreira, que acabou chutando por fora. 

A última chance equatoriana de diminuir o placar ocorreu aos 41 minutos por meio do atleta João Dantas, que de fora da área, fez a bola raspar o travessão de Nozinho, que só ficou a observar. Pouco antes do árbitro Gastão Bittencourt apitar o final de jogo, o América subiu ao ataque em busca do quarto gol com a corrida do meia Licor, que entregou a bola para Zé Tasso chutar para mais uma grande defesa do goleiro Nô. A rodada foi completada com a vitória do Sport sobre o Torre por um a zero, do Peres sobre o Flamengo por dois a um e do Náutico por três a um contra o Santa Cruz.

AMÉRICA
Nozinho; 
Rômulo e Cunha Lima; 
Lindolfo, Licor e Faustino; 
Meirinha, Fabinho, Zé Tasso, Jujú e Araújo.


EQUADOR
Nô; 
Souto e Pinheiro; 
Alves, Raphael e Izídio;
Santos, Ferreira, João Dantas, Fraga e Jesus.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Mudanças na Base!!



Foi confirmada neste terça-feira a mudança no comando técnico da equipe SUB-20, foi a quarta neste curto espaço de tempo, já que o América iniciou com Valter Mendes, que foi substituído por Adelmo Soares, que foi substituído por Fernando Lasalvia até chegar em Cleibson Ferreira.

De acordo com o presidente Celso Muniz Filho a troca de treinadores foi necessária, garantindo ainda que espera não haver outras alterações.

A equipe SUB-20 continua se preparando para disputar a Copa do Nordeste SUB-20 que deve acontecer no período de 26 de novembro até 14 de dezembro.

Cleibson Ferreira é um jovem treinador pernambucano, natural do Recife, atuou como jogador em diversos clubes do Brasil e até da Bolívia, onde abraçou a profissão de treinador.

Com formação universitária, professor de Educação Física, trabalhou como auxiliar técnico, treinador das divisões de base e de equipes profissionais. Nos anos de 2008 e 2009 foi observador técnico da CBF para o nordeste.

Que quiser mais informações sobre o profissional consulte:

Desejamos ao treinador boa sorte!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 2x2 Moto Clube/MA em julho de 1945

Nasciam o ex-jogador argentino Augustín Balbuena (defendeu a Seleção Argentina na Copa de 1974), o ex-jogador alemão Franz Beckenbauer (tricampeão da Liga dos Campeões da Europa de 1976 com o Bayer de Munique/ALE e campeão da Copa de 1974 com a Seleção Alemã), o ex-jogador Cabralzinho (campeão carioca de 1966 com o Bangu e vice-campeão brasileiro com o Santos em 1995 (como treinador)), o músico britânico Ritchie Blackmoore (guitarrista da banda de rock Blackmoore’s Night) e a atriz norte-americana Mia Farrow (atriz nos filmes “O Bebê de Rosemary” de 1968 e “A Rosa Púrpura do Cairo” de 1985). Faleciam o jogador Jesús Bermudez (defendeu a Seleção Boliviana na Copa de 1930) e o escritor alemão Georg Kaiser (autor de livros como “A Viúva Hebraica” de 1911 e “A Fuga de Veneza” de 1923). Alguns sucessos musicais foram “Prece à Lua” com Gilberto Alves, “Coração Também Esquece” com Jorge Veiga e “Que Rei Sou Eu” com Francisco Alves.

Diário de Pernambuco de 29 de julho de 1945.
O clube pernambucano depois de uma grande participação nos amistosos realizados em Fortaleza no Ceará continuou brilhando, mas, desta vez nos gramados do estado do Maranhão. Depois de golear o Maranhão Atlético Clube por 6x2 e vencer o Sampaio Correa por 3x2, chegava a hora de medir forças com o atual campeão estadual, os rubro-negros do Moto Clube de São Luis no domingo, dia 29 de julho de 1945 no Estádio Santa Izabel. Havia a ideia que já na segunda-feira, a delegação alviverde pegaria o avião com destino à Belém do Pará, local onde o clube continuaria sua aventura pelo norte e nordeste do Brasil, jogando nos dias 2, 5 e 9 de agosto contra três equipes paraenses ainda a se definirem e depois pegaria o Navio Itapé com destino ao Recife, onde deveriam chegar antes do dia 20, por imposição da Federação Pernambucana de Desportos (FPD). O treinador esmeraldino, Álvaro Barbosa, muito lamentava o fato de não poder contar com os atletas Deusdedith e Astrogildo para o duelo contra os rubro-negros maranhenses, em virtude de estarem ambos machucados. Por sua vez, o time dos astros Rui, Sandoval e Pepé era tido como o melhor da cidade e naquele mesmo ano, conquistaria o segundo título da sequência do heptacampeonato maranhense, hegemonia até hoje, nunca alcançada por seus rivais.


Nota do Diário de Pernambuco de 29 de julho de 1945.
Poucos minutos antes do início do amistoso entre pernambucanos e maranhenses, a torcida que comparecia ao Estádio Santa Izabel era de uma quantidade jamais vista e a expectativa de um público recorde no futebol do Maranhão, todos querendo ver o duelo entre o melhor clube ludovicense e o melhor clube recifense. Sob a arbitragem do Sr. Novais, a bola rolou no horário marcado para América x Moto Clube e quem primeiro atacou foi o clube pernambucano, quando o meio-campista Rubens tocou a bola para o atacante Oséas, que se livrou da marcação do zagueiro Carapuca e chutou rasteiro, passando a pelota à direita do arqueiro Rui do clube motense. Impulsionados pela imensa torcida que se espremia nas arquibancadas, o “Rubro Negro da Fabril” partiu para cima do América aos 10 minutos, momento em que o meia Frázio cruzou a bola pela esquerda no peito do atleta Jesus, que a dominou antes de driblar o americano Galego e disparou contra o gol de Leça, que defendeu com categoria. A partida seguia movimentada e aos 15 minutos o Moto Clube teve nova chance de abrir o marcador, quando Mourão deu belo passe de bola para o atacante Zuza e este chutou forte, entretanto, por cima do travessão do goleiro Leça.

Ilustração de América x Moto Clube no Estádio Santa Izabel em São Luis
do Maranhão em amistoso em 29 de julho de 1945.
A reação do campeão pernambucano de 1944 veio aos 26 minutos, por meio da disparada em velocidade do meia Capuco, que passou bem pelos marcadores Valdemar e Dudu antes de rolar a bola para os pés de Julinho e este bateu em cima do goleiro Rui, autor de uma defesa muito aplaudida pela torcida. A equipe maranhense começou a cair de produção e a perder jogadas na meia cancha e o América quase marcou aos 36 minutos, numa grande jogada de Djalma para Edgar, que passou por Carapuca e acertou a trave direita defendida por Rui, sendo a bola jogada para fora pelo atleta Sandoval. Aos 44 minutos do primeiro tempo, o Moto Clube subiu ao ataque com Jesus, que tocou a bola dentro da grande área para o companheiro Pepé, sendo então derrubado pelo pernambucano Galego e o árbitro apontou o pênalti para os rubro negros. Pepé bateu no canto alto e marcou o primeiro gol da partida para a alegria da torcida local. AMÉRICA 0X1 MOTO CLUBE e fim de papo na primeira metade da peleja.

Os filhos da capital do Reggae vieram para o segundo tempo com Rebolo no lugar do atleta Jesus para melhorar o ataque e logo aos 4 minutos numa jogada de bola dividida entre Capuco do América e Zuza do Moto Clube, o pernambucano levou a pior e torceu o tornozelo, ficando impossibilitada sua continuação no amistoso. Prontamente o treinador Álvaro Barbosa solicitou que o atacante Edgar suprisse o espaço deixado por Capuco no meio campo, fazendo com que Zezinho ocupasse a vaga de Edgar e que Janjoca aparecesse no time na vaga de Zezinho. Ainda entraram Elói no lugar de Djalma e o machucado Astrogildo no lugar de Oséas. As alterações melhoraram a postura alviverde em campo e aos 8 minutos Janjoca, depois de receber o passe de Rubens, bateu raspando a trave direita de Rui, quase empatando a partida. O Moto Clube teve grande chance de ampliar a vantagem aos 14 minutos quando Rebolo cruzou a bola para Galego, que driblou Galego do América e chutou no canto para Leça espalmar com habilidade cedendo escanteio ao adversário. Os cânticos da torcida empolgaram os rubro-negros, que tiveram nova chance para fazer o segundo gol quando o meia Sandoval tocou a bola na grande área para o colega Pepé, mas, este chutou por cima do travessão de Leça.

Diário de Pernambuco de 31 de julho de 1945.
O empate americano veio aos 30 minutos, quando Janjoca tocou a pelota para Edgar, que na grande área foi derrubado por Carapuca e o juiz não teve dúvida. Pênalti para o clube da Estrada do Arraial. Edgar bateu no canto e empatou. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X1 MOTO CLUBE e festa dos pernambucanos. O gol fez os motenses recuarem e com isso, o América partiu aos 43 minutos com o meia Pedrinho, que tocou para Zezinho e este de bem antes da grande área, soltou o míssil no canto indefensável de Rui para virar o placar. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X1 MOTO CLUBE. O campeão do Maranhão foi para o tudo ou nada e aos 45 minutos o atleta Galego ganhou na velocidade do alviverde Rubens, mas, foi derrubado com falta pelo zagueiro Barbosa na grande área e o árbitro sem pestanejar apitou o pênalti para o Moto Clube no Estádio Santa Izabel. O mesmo Galego bateu rasteiro no canto de Leça e assinalou o gol de empate. Final de jogo em São Luis com empate em dois gols para cada lado.


Nota do Diário de Pernambuco de 31 de julho de 1945.
Ao final da partida, o presidente do América, Sr. Anésio Silva, abriu mão do sorteio do troféu comemorativo à partida e o deixou nas mãos do presidente do Moto Clube, o Sr. César Aboud, atitude aplaudida de pé por toda a torcida maranhense presente ao Santa Izabel. Ainda sob o clima festivo, o jornalista Hélio Pinto, do Diário de Pernambuco deixou uma flâmula do América com César Aboud, em agradecimento à hospitalidade recebida por toda a delegação alviverde em São Luis. Devido às lesões da Capuco, Barbosa, Deusdedith e Astrogildo, bem como, à falta de transporte por ar ou por mar, a ida a Belém do Pará foi cancelada e com isso, a delegação pernambucana seguiria de ônibus até Fortaleza, local onde embarcaria no dia 6 de agosto no Navio Itanagé com destino a Recife. Antes da viagem de volta, os pernambucanos foram agraciados com uma grande festa no Hotel Central, onde o seu gerente, o Sr. Romeu Oliveira, presenteou o clube com uma taça de um metro de altura, na qual se lia em sua base “Lembrança dos Pernambucanos Residentes no Maranhão ao América Futebol Clube, São Luis, Julho de 1945”. A festa seguiu regada a muito champanhe, tudo por conta do Sr. César Aboud, presidente do Moto Clube.

AMÉRICA
Leça; 
Galego e Barbosa; 
Pedrinho, Capuco e Rubens; 
Zezinho, Julinho, Djalma, Edgar e Oséas.

MOTO CLUBE/MA
Rui; 
Dudu e Carapuca; 
Sandoval, Frázio e Valdemar; 
Galego, Mourão, Pepé, Zuza e Jesus. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O primeiro titulo da UNINASSAU/América



Poucos sabem da história do basquete pernambucano, no entanto, assim como a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) foi fundada pelo alviverde da Estrada do Arraial em 1915, o América também foi um dos fundadores da Federação Pernambucana de Basketball (FPB), no dia 22 de novembro 1955, representado por Rubem Moreira, ex-presidente esmeraldino e da FPF. 

Em 2014, o melhor momento do basquete esmeraldino viria no segundo semestre, com a parceria entre UNINASSAU, América e Sesc Pernambuco. Poucos meses depois de criada, a equipe da UNINASSAU/América faturou seu primeiro título ao vencer o Sport por 65x44 na noite desta quinta-feira, no SESC Santo Amaro.

Com Domênica, Tainá, Aylana, Analina e Isabela, sob o comando de Roberto Dornelas, o América deixou seu nome entre marcado na galeria dos campeões pernambucanos com a bola laranja. E da melhor forma possível, vencendo todos os dois turno do estadual na categoria SUB-19 Feminino, com jogos disputados contra Náutico e Sport.

Mesmo com um elenco reduzido, a UNINASSAU/América já havia conquistado o primeiro turno, e como visitante, ao vencer o Sport no Ginásio Marcelino Lopes, na Ilha do Retiro por 51×8 e diante do Náutico, ao superar as alvirrubras nos Aflitos pelo placar de 47×15. 



Com o título simbólico assegurado no primeiro turno, a equipe de Dornelas necessitava realizar o mesmo feito no segundo para assegurar o inédito título estadual, desta vez, jogando em seus dominios, no Centro Esportivo Wilson Campos, localizado no SESC de Santo Amaro. Na primeira rodada, as alviverdes conseguiram mostrar na prática o favoritismo, ao vencer novamente o Náutico, desta vez por 95x30. 

No ultimo jogo do turno, as americanas precisavam vencer novamente o Sport, para evitar a disputa do titulo em mais dois jogos extra, já que as rubro-negras também haviam vencido o Nautico. E assim o fizeram, mostrando consistencia e superioridade, ao vencer as adversárias, por 66 a 44.

Pelo visto, este será o primeiro de muitos títulos da UNINASSAU/América. Já no dia 30 de Outubro, as americanas voltam a quadra para a disputa do pernambucano na categoria Adulto com duas equipes. Um mês depois, será a vez delas disputarem o título nacional pela LBF. E nós estaremos novamente, na torcida...



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS ESPECIAL: América 2x1 Torre em jan-1928. América, campeão 1927

Nasciam o ator britânico Roger Moore (ator nos filmes “007 Contra Octopussy” de 1983 e “Um Raio em Céu Sereno” de 1961), a atriz Laura Cardoso (atriz na novela “Fatalidade” de 1965 e no filme “Lua Cheia” de 1988), o poeta Ariano Suassuna (autor de livros como “Uma Mulher Vestida de Sol” de 1947 e “Auto da Compadecida” de 1955), o físico suíço Karl Muller (vencedor do prêmio Nobel de Física de 1987), o químico alemão Manfred Eigen (vencedor do prêmio Nobel de Química em 1967), o jogador húngaro Ferenc Puskas (campeão mundial de clubes com o Real Madrid/ESP em 1960 e campeão dos Jogos Olímpicos de 1952 em Helsinque na Finlândia), o ex-goleiro Castilho (campeão da Copa Rio de 1952 com o Fluminense) e o jogador Carlito (campeão brasileiro de 1959 com o Bahia). Faleciam o químico sueco Svante Arrhenius (vencedor do prêmio Nobel de Química em 1903), o escritor recifense Faria Neves Sobrinho (autor de livros como “Crepúsculo” de 1924 e “Quimeras” de 1890) e o ator norte-americano Earle Williams (ator no filme “Dominada Pela Vaidade” de 1926 e no seriado “A Deusa” de 1915). Alguns sucessos musicais foram “Anoitecer” com Gastão Formenti, “Casinha Pequenina” com Patrício Teixeira, “Não Quero Mais Saber Dela” com Francisco Alves e “Malandrinha” com Pedro Celestino.
Em 1927, o campeonato pernambucano de futebol foi disputado por sete equipes em sistema de pontos corridos e quem obtivesse a maior soma de pontos ao final das 14 rodadas, seria o campeão. A última rodada foi iniciada com as partidas do Sport contra o Equador no dia 15 de janeiro (já em 1928) e contra o Flamengo no dia 22 de janeiro, ambas vencidas pelo adversário rubro negro por WO. As atenções naquele dia 22 de janeiro de 1928 estavam voltadas para o grande confronto entre o América (líder com 17 pontos) e o Torre (vice-líder com 16 pontos) no Estádio da Jaqueira e os únicos candidatos ao título do certame de 1927. O time rubro vinha de um empate sem gols contra o Santa Cruz, enquanto que, o time verde vinha de uma vitória por WO contra o Equador e de um amistoso nos Aflitos realizado no dia seis de janeiro contra o Botafogo do Rio de Janeiro, no qual os cariocas abandonaram a partida após muito criticarem a marcação de um pênalti para os pernambucanos no início da peleja.
Nota do Jornal Pequeno de 21 de janeiro de 1928 sobre a partida que
decidiria o campeão pernambucano de 1927.
Depois da vitória do América por 3x2 sobre o Torre na preliminar, os alviverdes conquistaram o título da categoria segundos quadros e quando chegou a hora do duelo entre as equipes principais, ou seja, às 16h, o árbitro Alcindo Wanderley não se fazia presente, cabendo então, ao presidente da Federação Pernambucana de Desportos, o Sr. Renato Silveira, o encargo de apitar aquela decisão de título. Aos 5 minutos, o atacante Péricles do Torre chutou de fora da área e Ilo Just, goleiro do América, agarrou com dificuldade. O América respondeu dois minutos depois num belo chute de Meira, que passou à esquerda do goleiro Valença assustando-o. Na falta cobrada por Jorge Leça do América aos 10 minutos, a bola sobrou para o atacante Moacyr, que tocou por cima raspando o travessão de Valença. Dois minutos depois, o meia Pedro do Torre tocou para Chiquito, porém, este já se encontrava em impedimento bem observado pela arbitragem. 
Ilustração de América x Torre no Estádio do Parque da Jaqueira pelo
campeonato pernambucano de futebol de 1927
Aos 14 minutos foi a vez de Zé Tasso passar a bola para o atacante Eric e na hora do chute, Hermógenes do Torre afastou o perigo. Três minutos mais tarde, o atacante Péricles deu passe a Piaba na grande área e na hora do chute final, o zagueiro uruguaio Gandra do América impediu a jogada. Com 19 minutos, Ralf tocou para o alviverde Meira, que desferiu um balaço esplendidamente defendido pelo goleiro Valença do Torre. Dois minutos depois, Piaba do Torre entrou na área e tocou para o companheiro Oswaldo, todavia, Casado o desarmou evitando o gol rubro. Aos 23 minutos o uruguaio Gandra se agigantou em campo e desviou primeiramente o chute de Péricles e depois rebateu o chute de Oswaldo. Piaba pegou o rebote, driblou o meia Gama e chutou raspando o travessão de Ilo Just, perdendo grande chance para os torrenses. Num contrataque imediato, o americano Meira cruzou a bola na cabeça de Zé Tasso, que testou com força, mas, Valença defendeu levantando o público no Estádio da Jaqueira. Ilo Just (ex-ídolo do Santa Cruz) voltou a aparecer aos 25 minutos quando o atacante torrense Hermógenes correu pela esquerda e soltou a bomba, muito bem defendida pelo arqueiro esmeraldino. O primeiro gol do jogo surgiu aos 27 minutos, quando Meira driblou Faustino e entregou a bola para Zé Tasso, que com a categoria já conhecida, tocou no canto de Valença. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 TORRE e o quinto título de campeão pernambucano se aproximava. 
Nota do Jornal Pequeno de 23 de janeiro de
1928 sobre a vitória do América.
O Torre quase empatou aos 34 minutos, quando Ilo Just espalmou o chute forte de Chiquito e depois operou um milagre para defender o petardo de Hermógenes, fruto de seu rebote. Aos 38 minutos, Gama e Gandra derrubam Hermes do Torre dentro da grande área e o árbitro Renato Silveira marcou o pênalti. O mesmo Hermes cobrou forte no canto, mas, Ilo Just espalmou de maneira espetacular, salvando o América de tomar o empate. Dois minutos depois, Eric avançou e quase de frente com o guarda-meta Valença, foi desarmado pelo zagueiro Juquinha. No último minuto do primeiro tempo, o Torre subiu ao ataque com Piaba, que tocou para Péricles tocar no canto e empatar a partida. Comemoração rubra na Jaqueira. AMÉRICA 1X1 TORRE e primeiro tempo encerrado. O Torre veio para a segunda etapa com sede de gol e Péricles avançou aos 2 minutos, até que o uruguaio Gandra chutou para longe o perigo. O meia Deocéssio aos 4 minutos botou a mão na bola e o juiz marcou a falta. Na cobrança de Oswaldo, a bola ia entrando no cantinho, mas, Ilo Just saltou para uma defesa incrível. Dois minutos depois, foi a vez de Ilo Just defender um chute potente do torrense Péricles. Aos 8 minutos o América se livrou da pressão do “Madeira Rubra” e atacou com Eric, que chutou forte, entretanto, Valença pulou para defender. Três minutos depois, Meira passou pelo zagueiro Faustino do Torre, mas, não por Hermínio. Meira criticou a carga faltosa que sofrera e ambos começaram a se esmurrar, numa grande troca de socos, sendo depois separados pela turma do “deixa disso”. Ambos são expulsos do jogo pelo árbitro Renato Silveira e cada equipe ficou com dez atletas. Aos 13 minutos, o goleiro Valença do Torre defendeu forte chute do alviverde Moacyr, que havia recebido passe de bola do seu companheiro Ralf. Dois minutos depois, foi a vez do meio-campista Gama salvar o América, depois do chute quase certeiro do torrense Oswaldo.

Pôster do América, campeão pernambucano de 1927.
Com 20 minutos, o atacante Eric do América foi derrubado na área pelo zagueiro rubro Juquinha e Renato Silveira não falhou. Pênalti para o América. O mesmo Eric bateu forte, mas, Valença defendeu de forma impressionante, adiando o que seria o segundo gol esmeraldino. Dois minutos mais tarde, Oswaldo do Torre e Casado do América se desentenderam e trocaram vários socos e chutes um contra o outro e também foram apartados pela turma do “deixa disso”. Renato Silveira expulsou ambos os atletas e cada equipe ficou com nove atletas no gramado. Aos 30 minutos, o Torre quase marcou, quando Piaba disparou de fora da área e Ilo Just fez a defesa mais aplaudida da partida. Três minutos depois, Eric avançou em velocidade e mesmo recebendo a marcação de Juquinha, tocou no contrapé de Valença e anotou o que seria o gol do título do América. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X1 TORRE e festa alviverde no Estádio da Jaqueira. Com 35 minutos e já escurecendo na capital pernambucana, Eric teve a chance de ampliar quando chutou de longe, porém, o goleiro Valença defendeu. A torcida já se preparava para invadir o gramado aos 38 minutos, já sob os últimos raios de sol, Renato Silveira deu a partida por encerrada. O América venceu o Torre por 2x1 e conquistou seu quinto título de campeão pernambucano, no gramado do saudoso América Park no bairro da Jaqueira.
AMÉRICA
Ilo Just; 
Gandra e Jorge Leça; 
Deocléssio, Gama e Casado; 
Meira, Eric, Zé Tasso, Ralf e Moacyr.

TORRE
Valença; 
Juquinha e Hermínio; 
Faustino, Hermes e Pedro; 
Oswaldo, Piaba, Péricles, Chiquito e Hermógenes.