A primeira Confraria Americana

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dia 31 de Janeiro de 2010. Data histórica para o Blog do Mequinha e para a Comunidade do Orkut do América de Pernambuco, onde parte de seus integrantes se reuniram, na primeira Confraria Americana. No encontro estavam cinco pessoas, são eles Sal, Edmir, Bruno e os blogueiros Allan e Washington.

Foram horas de muita conversa, histórias sobre o América e propostas para elevar o nome do Campeão do Centenário. A primeira reunião ocorreu no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, através da residência da família do esmeraldino Sal.

É muito bom conhecer todos os americanos pessoalmente, a gente fica se falando pela internet, msn, orkut e muitas vezes esquece que pessoalmente, mais idéias vêm na cabeça e fica mais fácil trabalhar em grupo.

Com certeza este foi o primeiro de muitos que estarão por vir, e que, com certeza participará outros grandes esmeraldinos que participam ativamente deste Blog e da Comunidade.

Abaixo, as fotos do encontro:


Alvi-verde

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Por Jefferson Rodrigues Maciel




Torço pelo Mequinha.

Embora meu amigo sempre tenha me dito,

Eu não sou o único.


Eu, seu Barbosa e seu Hugo,


Compartilhamos o mesmo mal

De João Cabral de Melo Neto:


O poeta imorta
l.


--
Além de torcedor declarado do Campeão do Centenário, Jefferson é biólogo, professor e pesquisador da UNIVASF
(Universidade Federal do Vale São Francisco). Também é blogueiro do Tantas coisas, coisas tântricas.

Um pernambucano cantado em verso e prosa pelos baianos

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Por Lenivaldo Aragão

“No tempo em que Leça

Era goleiro do Bahia

Mais que goleiro

Era uma garantia”

Já faz tempo que Gilberto Gil, no início de sua carreira, gravou essa música. Com ela mostrou toda a admiração que os baianos devotaram a um dos maiores ídolos do futebol da Boa Terra, de todos os tempos: o pernambucano Leça.

El Magriço, como a imprensa pernambucana o tratava, por motivos óbvios, formou no time que em 1944 deu o último título de campeão estadual ao América Futebol Clube. Poucos anos depois foi brilhar no futebol baiano.

Filho de um português com uma inglesa, Leça aprendeu desde cedo a gostar do América por razões familiares, tanto ele, como seus 22 irmãos. É que o velho Ernesto Leça, o chefe do clã, era pessoa de destaque no Campeão do Centenário, tendo ocupado a presidência do clube várias vezes nos anos 20 do século passado.

Em 1927, Leça ainda era uma criança, quando viu cinco irmãos seus, além de um adotivo sagrarem-se campeões estaduais pelo alviverde. Foram eles: Half (ex-presidente da extinta Telpe), Eric, Ciryl, Harry e Jorge, e mais Deoclécio.

Em 1944, dando prosseguimento à saga da família, Leça inscrevia seu nome na galeria dos heróis do título, ainda hoje lembrados por velhos torcedores americanos. Eis o time campeão: Leça, Deusdeth e Lucas; Pedrinho, Capuco e Astrogildo; Zezinho, Julinho, Djalma, Edgar e Oseas. Técnico: Álvaro Barbosa. Destes ainda resta vivo Oseas, que vive em sua cidade natal, Garanhuns.

Na melhor de três, transformada em melhor de duas, o América venceu o Náutico por 2 x 0 e 3 x 0, e em cada uma das duas partidas Leça defendeu um pênalti.

Idolatrado entre os baianos

Pouco tempo depois de sagrar-se campeão pernambucano, o América foi a Salvador para participar de um torneio, juntamente com Fluminense, São Cristóvão, Vasco da Gama e Flamengo, do Rio, e um time da Argentina, além das equipes da terra.

Para a alegria dos torcedores baianos desfilavam pelo antigo estádio da Graça, autênticos ídolos do futebol brasileiro, a exemplo de Jair e Zizinho. Os goleiros Castilho, Veludo e Luís Borracha eram festejadíssimos.

No meio dessas sumidades, quem terminou brilhando foi o pernambucano Leça, eleito o melhor goleiro da competição. Seu grande momento foi na vitória do América por 2 x 1 sobre o Bahia, quando fez defesas incríveis. Era a primeira vez que um time de Pernambuco derrotava o Esquadrão de Aço, em seu reduto, Salvador.

Começou a surgir um namoro entre Leça e o Bahia. Tempos depois, o alviverde da Estrada do Arraial voltava a jogar na capital baiana. Nova vitória do América, que, no entanto, foi derrotado numa revanche. Apesar de ter ganho o jogo, o Bahia teve muito trabalho para balançar a rede adversária, tanto que depois do encontro, Leça foi carregado triunfalmente nos braços de torcedores baianos.

Aumentou o assédio do Bahia em torno de Leça, que terminou indo fazer a alegria dos torcedores da Boa Terra, depois de ter defendido o América de 1939 a 1947, portanto, oito anos.

Foi no futebol baiano que Leça viveu a maior fase de sua carreira. Se antes de ser contratado já era aclamado pela torcida, imagine-se o que passou a acontecer, depois que teve seu passe comprado pelo Bahia.

Durante 10 anos foi titular absoluto do tricolor baiano, pelo qual sagrou-se tricampeão, e da Seleção Baiana, no extinto Campeonato Brasileiro de Seleções. Tornou-se um semideus, um rei entre os orixás. Quando já de volta ao Recife, o Bahia festejou, em 1981, seu cinqüentenário de fundação (1/1/1931), Leça foi a Salvador para ser homenageado entre outros grandes ídolos do clube.

Goleada, virada e aborrecimento

Ao voltar para casa, Leça ainda vestiu a camisa do América. A estréia, badaladíssima pela imprensa, foi contra o Náutico. Era o famoso Clássico da Técnica e da Disciplina, e o alvirrubro tinha um ataque, que, conforme o goleiro alviverde definiu certa vez, “não era garapa”: Plínio, Wilson, Ivson, Rubinho e Jorginho. Como de costume, Leça fechou o gol e seu time venceu por 1 x 0.

Outro momento glorioso vivido por Leça foi em 3 de junho de 1956. Naquele dia ele levou três gols, mas participou de um momento histórico, posto que o América derrotou o Santa Cruz por 6 x 3. Na outra barra estava ninguém menos do que Barbosa, vice-campeão mundial pelo Brasil em 1950. Quatorze dias depois, portanto, em 17 de junho, o América estava derrotando o Náutico, na Ilha do Retiro, por 2 x 0, mas levou a virada, perdendo por 7 x 3. Esse jogo, aliás, lhe causaria muito aborrecimento.

Tudo começou num jogo anterior em que o América derrotou o Santa Cruz por 1 x 0, e Leça recebeu um bicho-extra de um torcedor. Na realidade, era um apostador que tinha enchido as burras naquela partida. Tratando-se de quem se tratava, Leça ficou hesitante. Não sabia se receberia o dinheiro – cinco contos de réis, uma soma bastante razoável – ou recusaria a oferta. Consultou o pessoal de casa e todos foram unânimes em aconselhá-lo a receber. Finalmente, o homem ganhara muito dinheiro às suas custas e queria recompensá-lo. Não havia nada demais, pensavam todos.

Na realidade, o apostador havia prometido o prêmio alguns dias antes, caso Leça fechasse o gol. Depois da vitória sobre o tricolor, o goleiro saiu para tomar umas cervejas com os companheiros, comemorando o triunfo. Ao chegar à sua residência, à Rua São Miguel, em Olinda, já não se lembrava da ‘promessa’, mas o cidadão o esperava.

Nem Leça nem seus familiares poderiam imaginar que estava sendo armado um bote para tentar pegá-lo na descoberta. Dias depois, o apostador cruzava seu caminho por via indireta, através do ponta-direita Jarbas. Haveria mais um Clássico da Técnica e da Disciplina, e o Náutico precisava ganhar de qualquer maneira, pois havia muito dinheiro apostado. A proposta para abrir o jogo foi feita no sanitário de um bar por Jarbas. Os dois quase saem na tapa. Anos depois, Leça daria este depoimento sobre o incidente:

“Fiquei furioso. Na véspera do jogo passei a noite toda sofrendo de problemas intestinais, mas mesmo assim resolvi jogar. O resultado foi aquela tragédia. Minha raiva aumentou depois que soube que um sargento do Exército, que vivia metido com os homens da diretoria, tinha passado a seguir meus passos, depois da partida, para ver se eu ia receber dinheiro de alguém. Quando soube disso, peguei uma doze polegadas (faca peixeira) e fui tirar as coisas a limpo. Procurei o tesoureiro Hugolino Rodrigues, junto com um dos meus irmãos, e estava disposto a tudo, se ele viesse com conversa mole”.

Pouco depois, alegando deficiência técnica, o dirigente Pedro de Tasso rescindia seu contrato. Ainda disputou o campeonato de 1958 pelo Íbis, atendendo a um amigo, e resolveu descalçar as luvas.

“Em 18 anos de carreira nunca fui expulso”, costumava se gabar.

Em 1975, o reconhecimento, materialmente simples, mas sincero. O América, ao levantar o Torneio Incentivo, dedicou-lhe um troféu, com uma dedicatória singela, mas tocante: “Ao inesquecível Leça”.

Em 11 de setembro de 1989 morria Leça, um dos maiores goleiros que pernambucanos e baianos já viram jogar.

---
Visitem o site do jornalista Lenivaldo Aragão e leia outras crônicas. www.nopedaconversa.com.br/


Federação Pernambucana divulga roteiro de atividades para a Série A2

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A Federação Pernambucana de Futebol (FPF) divulgou no dia 21 de Janeiro em seu site o roteiro de atividades, para a organização da Série A2 do Campeonato Pernambucano de 2010. De antemão, a FPF já deixou bem claro que, caso os clubes participantes não apresentarem na reunião seus respectivos estádios para mandar seus jogos, estarão fora da competição.

29/01 16h - Reunião preparatória: Confirmação dos Estádios que serão utilizados pelos clubes;

09/02 a 27/02 - Vistoria nos estádios dos clubes participantes;

04/05 - Seminário sobre o campeonato;

09/05 - Início do campeonato;

29/08 - Término do campeonato.

A repercussão do editorial

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010


Semana passada publicamos o texto editorial “Arena Capibaribe: e por que não o América?”, cujo intuito era promover o clube Campeão do Centenário a uma alternativa para a Arena da Copa 2014 em Pernambuco, e que, até o presente momento, não possui clube mandante para depois do maior evento esportivo do mundo, uma vez que, Sport, Náutico e Santa Cruz rejeitaram as propostas do governo estadual para mandar seus jogos nesta praça esportiva, todos apresentando justificativas plausíveis.

Além do Blog do Mequinha, o Blog do Dine, Blog do Claudemir Gomes, Blog do Aderval Barros e o Blog Nordestebol, também publicaram o texto, apresentando aos seus leitores.

Destaque também para a coluna do jornalista Stênio José, no Diário de Pernambuco, que considerou a movimentação da torcida alviverde como ousada e inimaginável.

A movimentação da Comunidade do América e do Blog do Mequinha não ficará por aqui. Em breve, mais novidades.

Faleceu Geraldo Melo, ex-prefeito de Jaboatão

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Faleceu, neste mês ao 04 dia de Janeiro o ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Geraldo Melo, vítima de câncer de pulmão. O ex-prefeito foi sepultado no dia 05 com centenas de pessoas comovidas, no Cemitério da Saudade, no final da tarde. Antes do sepultamento, o corpo de Geraldo Melo foi velado no Clube Jaboatonense, no centro da cidade, seguida de missa de corpo presente na Igreja de Santo Amaro, com a presença de familiares, políticos e correligionários do falecido.

Geraldo Melo faleceu aproximadamente um ano depois de descobrir que estava adoentado. Como prefeito do município, realizou um dos maiores programas de infraestrutura do município, como o alargamento da Avenida Bernardo Vieira de Melo, em Candeias e Piedade, passando de oito para cerca de 20 metros e a construção do maior mercado público da cidade no bairro de Cavaleiro.

Nos anos 80, foi um dos responsáveis por levar o América a sediar suas partidas no Estádio Municipal Jefferson de Freitas, juntamente com o ex-presidente do clube alviverde e também falecido Fernando Fraga. Neste estádio o clube da Estrada do Arraial realizou partidas memoráveis, tais como o amistoso contra o Esporte Clube Bahia e a campanha histórica na Taça de Prata de 1981, a segunda divisão do Campeonato Brasileiro naquela época.




Arena Capibaribe: E porque não o América?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A Cidade da Copa é um projeto arrojado e pode categoricamente mudar o panorama de uma cidade como São Lourenço e suas adjacências, gerando desenvolvimento, emprego e renda para aquela população.

Com a confirmação da desistência do Santa Cruz Futebol Clube, em conseqüências da rejeição por partes de seus conselheiros, sócios e torcedores, a Arena Capibaribe corre sérios riscos de se tornar um “elefante branco”, expressão dada a patrimônios públicos grandiosos, mas que não tem utilidade. Antes do clube coral, Sport e Náutico também recusaram o interesse de mandar seus jogos para a Arena da Copa, ambos com interesse de reformar seus estádios.

Diante deste fato, porque não oferecer a Arena Capibaribe para o América? Podemos levantar várias justificativas para esta indagação, mostrando de forma positiva os motivos para este grande clube recifense obter a concessão.

Como boa parte dos pernambucanos tem conhecimento, o América é a quarta força do futebol pernambucano, levando em consideração que o clube possui seis títulos pernambucanos, onze torneios-início e um título nordestino, contudo, em 95 anos de existência, o clube nunca possui estádio próprio, onde até o final da década de 80, mandava seus jogos nos campos de Santa Cruz, Náutico e Sport. Com a proibição da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), os clubes que não possuíam estádio próprio, deveriam mandar seus jogos para os estádios que não possuíam clubes disputando o campeonato pernambucano. Foi a partir daí que o América começou a perder um pouco de sua identidade, alojando-se nos municípios de Jaboatão, Bonito, Timbaúba e, recentemente, Vicência, a 80 km da capital pernambucana.

Com a participação de 77 campeonatos pernambucanos, o América é patrimônio do futebol pernambucano, e caso o clube venha a receber a concessão da Arena Capibaribe, poderá fortalecer ainda mais o futebol pernambucano e aumentar a possibilidade de se quebrar a invencibilidade do Trio de Ferro, ficaria mais evidente, elevando a competitividade do estadual, conseqüentemente, teremos um América renovado e fortalecido.

Todas estas premissas, atreladas a uma gestão séria e competente, teremos como resultado final à satisfação do torcedor pernambucano em ver o quarto maior campeão pernambucano finalmente com um estádio próprio, presenteando o futuro clube centenário. Sem dúvidas, o Campeão do Centenário é a melhor alternativa para Pernambuco a Arena Capibaribe.