quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Roupa nova no Basquete da UNINASSAU/America



Depois do título de campeão pernambucano feminino da categoria SUB-19, a UNINASSAU/América apresentará os novos uniformes, produzidos pela Garra, nos quais o time entrará em quadra pela Liga de Basquete Feminino, prevista para iniciar no mês de novembro..

O evento acontecerá no ginásio da Faculdade Maurício de Nassau, do bairro das Graças, a partir das 17h desta quinta-feira (23) e será aberta ao público.

Na apresentação dos uniformes caberá as atletasAdrianinha, Ingrid e Izabela desfilarem com os três tipos de uniformes. Além dos uniformes branco  e o preto e verde, em degradê, a Garra apresentará um terceiro uniforme rosa, todos previamente apresentados por Domênica, da equipe SUB-19.

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 3x1 Equador em julho de 1922

Nasceram o ex-jogador boliviano Vicente Arraya (defendeu a Seleção Boliviana na Copa de 1950), a atriz norte-americana Eleanor Parker (atriz nos filmes “A Fera do Forte Bravo” de 1953 e “O Homem do Braço de Ouro” de 1955), a atriz norte-americana Barbara Hale (atriz nos filmes “Aeroporto” de 1970 e “A Invasão das Aranhas Gigantes” de 1975), o ator Ênio Santos (ator nos filmes “Nunca Fomos Tão Felizes” de 1984 e “Copacabana Me Engana” de 1968), o físico russo Nicolay Basov (vencedor do prêmio Nobel de Química de 1964) e o físico dinamarquês Aage Niels Bohr (vencedor do prêmio Nobel de Física de 1975). Faleceram o ator britânico Teddy Arundell (ator nos filmes “The Four Just Men” de 1921 e “The Tavern Knight” de 1920) e o ator norte-americano William Miller (ator nos filmes “Pirate Gold” de 1913 e “The New Dress” de 1911). Alguns sucessos musicais foram “Espingarda” com Os Turunas e “Sai da Raia” com Sinhô.

O campeonato estadual de 1922 foi disputado por oito equipes em sistema de pontos corridos e em turno único. A quarta rodada do certame foi aberta no dia 23 de julho, com o grande e esperado confronto entre os alviverdes do América Futebol Clube e os auriverdes do Equador Futebol Clube do Recife no saudoso Estádio da Jaqueira. A rodada teria sua continuação nos dois fins de semanas seguintes com os confrontos Sport x Torre, Peres x Flamengo e Náutico x Santa Cruz, sendo que, o América, que vinha de vitória por dois a um contra o Náutico, dividia a liderança junto com o Santa Cruz, ambos com seis pontos ganhos, enquanto que, o Equador, que vinha de derrota para o Santa Cruz por um a zero, dividia a última colocação com o Centro Sportivo do Peres, ambos sem pontuar ainda no campeonato. Pela manhã, os terceiros quadros de América e Equador empataram com um gol para cada lado, sob a arbitragem do Sr. José Carneiro e às 14h20, foi a vez dos segundos quadros pisarem no gramado verde da Jaqueira e sob a arbitragem do Sr. Eugênio Silva, o clube verde e branco venceu pelo placar de dois gols a zero.

Ilustração de América x Equador no Estádio da Jaqueira em 23 de julho de
1922 pelo campeonato pernambucano de futebol.
Às 16h, as equipes principais vieram para o gramado, sendo então, prestigiadas por um grande público e com o Sr. Gastão Bittencourt no apito, a bola finalmente rolou para América e Equador. O apito inicial do árbitro foi seguido imediatamente por um belo passe de Licor para Zé Tasso no ataque do América e quando este atleta já se preparava para arrematar a bola para o gol, eis que surge a figura do zagueiro Pinheiro do Equador, que derrubou Zé Tasso na grande área e o árbitro atento ao lance, ocorrido com um minuto de bola rolando, marcou o pênalti para o América. Zé Tasso cobrou no canto esquerdo do goleiro Nô para abrir o marcador no Estádio da Jaqueira. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 EQUADOR. Talvez, tomados pela euforia da abertura do placar na primeira chance da partida, os defensores americanos não tenham se entendido e aos 5 minutos, o meio-campista Alves do Equador tocou a bola para o atacante Fraga do clube verde e amarelo e após passar por Cunha Lima e Rômulo, bateu no canto direito do guarda-meta Nozinho, que nada pôde fazer. AMÉRICA 1X1 EQUADOR e tudo igual no marcador. O ritmo da partida era eletrizante, com as duas equipes se empenhando ao máximo para ficar à frente de seu oponente, mas, foi o América que aos 10 minutos partiu para cima dos equatorianos  com o atleta Faustino, que avançou desde o meio campo e logo após passar pelo zagueiro Souto, cruzou a bola de forma rasteira nos pés de Zé Tasso, que a dominou e bateu sem chances para estufar mais uma vez as redes do goleiro Nô dos auriverdes. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X1 EQUADOR e festa da torcida esmeraldina.


Os equatorianos de Recife somente reagiram aos 21 minutos, quando o atleta Izídio cruzou a bola para João Dantas, mas este teve seu chute desviado pelo zagueiro Cunha Lima do América de forma parcial e no rebote, Jesus chutou forte, entretanto, a pelota passou por cima das traves, assustando o goleiro Nozinho. O clube auriverde queria o empate e quase conseguiu aos 34 minutos por meio da jogada de Santos, que encontrou o companheiro Ferreira livre de marcação dentro da grande área e lhe cedeu a bola, todavia, o chute de Ferreira foi interceptado por Nozinho no centro do gol. No último lance do primeiro tempo, o América subiu ao ataque com o atleta Zé Tasso, que enxergou o atacante Jujú livre de marcação e lhe tocou a bola para este, desferir um potente chute rasteiro no canto baixo do arqueiro adversário e ampliar a vantagem dos esmeraldinos. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 3X1 EQUADOR e final da primeira etapa.

Nota do Jornal Pequeno de 24 de julho de 1922
As duas equipes não modificaram seus elencos titulares para o segundo tempo e nele, quem teve a primeira boa chance de gol foi o Equador, que aproveitou um erro do alviverde Fabinho, para avançar por meio de Jesus e tocar para Fraga, que chutou forte e no canto, contudo, Nozinho saltou para desviar o torpedo para escanteio. Querendo mostrar que não iria apenas aceitar a pressão do Equador, o América subiu ao ataque com o meia Lindolfo aos 14 minutos e ele cruzou a bola na cabeça do atleta Meirinha, que por ter sido atrapalhado por Raphael do Equador, acabou errando o cabeceio. Aos 20 minutos, foi veio a oportunidade de Araújo aumentar a vantagem, depois de ter recebido belo passe de Jujú, e fora da área, ele mandou o míssil no canto de Nô, que se esticou como pôde e evitou o quarto gol americano. Como uma derrota significaria para o Equador, sua retirada da briga pelo título, os verde-amarelos investiram com Ízídio aos 36 minutos e este passou o balão de couro para Ferreira, que acabou chutando por fora. 

A última chance equatoriana de diminuir o placar ocorreu aos 41 minutos por meio do atleta João Dantas, que de fora da área, fez a bola raspar o travessão de Nozinho, que só ficou a observar. Pouco antes do árbitro Gastão Bittencourt apitar o final de jogo, o América subiu ao ataque em busca do quarto gol com a corrida do meia Licor, que entregou a bola para Zé Tasso chutar para mais uma grande defesa do goleiro Nô. A rodada foi completada com a vitória do Sport sobre o Torre por um a zero, do Peres sobre o Flamengo por dois a um e do Náutico por três a um contra o Santa Cruz.

AMÉRICA
Nozinho; 
Rômulo e Cunha Lima; 
Lindolfo, Licor e Faustino; 
Meirinha, Fabinho, Zé Tasso, Jujú e Araújo.


EQUADOR
Nô; 
Souto e Pinheiro; 
Alves, Raphael e Izídio;
Santos, Ferreira, João Dantas, Fraga e Jesus.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Mudanças na Base!!



Foi confirmada neste terça-feira a mudança no comando técnico da equipe SUB-20, foi a quarta neste curto espaço de tempo, já que o América iniciou com Valter Mendes, que foi substituído por Adelmo Soares, que foi substituído por Fernando Lasalvia até chegar em Cleibson Ferreira.

De acordo com o presidente Celso Muniz Filho a troca de treinadores foi necessária, garantindo ainda que espera não haver outras alterações.

A equipe SUB-20 continua se preparando para disputar a Copa do Nordeste SUB-20 que deve acontecer no período de 26 de novembro até 14 de dezembro.

Cleibson Ferreira é um jovem treinador pernambucano, natural do Recife, atuou como jogador em diversos clubes do Brasil e até da Bolívia, onde abraçou a profissão de treinador.

Com formação universitária, professor de Educação Física, trabalhou como auxiliar técnico, treinador das divisões de base e de equipes profissionais. Nos anos de 2008 e 2009 foi observador técnico da CBF para o nordeste.

Que quiser mais informações sobre o profissional consulte:

Desejamos ao treinador boa sorte!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 2x2 Moto Clube/MA em julho de 1945

Nasciam o ex-jogador argentino Augustín Balbuena (defendeu a Seleção Argentina na Copa de 1974), o ex-jogador alemão Franz Beckenbauer (tricampeão da Liga dos Campeões da Europa de 1976 com o Bayer de Munique/ALE e campeão da Copa de 1974 com a Seleção Alemã), o ex-jogador Cabralzinho (campeão carioca de 1966 com o Bangu e vice-campeão brasileiro com o Santos em 1995 (como treinador)), o músico britânico Ritchie Blackmoore (guitarrista da banda de rock Blackmoore’s Night) e a atriz norte-americana Mia Farrow (atriz nos filmes “O Bebê de Rosemary” de 1968 e “A Rosa Púrpura do Cairo” de 1985). Faleciam o jogador Jesús Bermudez (defendeu a Seleção Boliviana na Copa de 1930) e o escritor alemão Georg Kaiser (autor de livros como “A Viúva Hebraica” de 1911 e “A Fuga de Veneza” de 1923). Alguns sucessos musicais foram “Prece à Lua” com Gilberto Alves, “Coração Também Esquece” com Jorge Veiga e “Que Rei Sou Eu” com Francisco Alves.

Diário de Pernambuco de 29 de julho de 1945.
O clube pernambucano depois de uma grande participação nos amistosos realizados em Fortaleza no Ceará continuou brilhando, mas, desta vez nos gramados do estado do Maranhão. Depois de golear o Maranhão Atlético Clube por 6x2 e vencer o Sampaio Correa por 3x2, chegava a hora de medir forças com o atual campeão estadual, os rubro-negros do Moto Clube de São Luis no domingo, dia 29 de julho de 1945 no Estádio Santa Izabel. Havia a ideia que já na segunda-feira, a delegação alviverde pegaria o avião com destino à Belém do Pará, local onde o clube continuaria sua aventura pelo norte e nordeste do Brasil, jogando nos dias 2, 5 e 9 de agosto contra três equipes paraenses ainda a se definirem e depois pegaria o Navio Itapé com destino ao Recife, onde deveriam chegar antes do dia 20, por imposição da Federação Pernambucana de Desportos (FPD). O treinador esmeraldino, Álvaro Barbosa, muito lamentava o fato de não poder contar com os atletas Deusdedith e Astrogildo para o duelo contra os rubro-negros maranhenses, em virtude de estarem ambos machucados. Por sua vez, o time dos astros Rui, Sandoval e Pepé era tido como o melhor da cidade e naquele mesmo ano, conquistaria o segundo título da sequência do heptacampeonato maranhense, hegemonia até hoje, nunca alcançada por seus rivais.


Nota do Diário de Pernambuco de 29 de julho de 1945.
Poucos minutos antes do início do amistoso entre pernambucanos e maranhenses, a torcida que comparecia ao Estádio Santa Izabel era de uma quantidade jamais vista e a expectativa de um público recorde no futebol do Maranhão, todos querendo ver o duelo entre o melhor clube ludovicense e o melhor clube recifense. Sob a arbitragem do Sr. Novais, a bola rolou no horário marcado para América x Moto Clube e quem primeiro atacou foi o clube pernambucano, quando o meio-campista Rubens tocou a bola para o atacante Oséas, que se livrou da marcação do zagueiro Carapuca e chutou rasteiro, passando a pelota à direita do arqueiro Rui do clube motense. Impulsionados pela imensa torcida que se espremia nas arquibancadas, o “Rubro Negro da Fabril” partiu para cima do América aos 10 minutos, momento em que o meia Frázio cruzou a bola pela esquerda no peito do atleta Jesus, que a dominou antes de driblar o americano Galego e disparou contra o gol de Leça, que defendeu com categoria. A partida seguia movimentada e aos 15 minutos o Moto Clube teve nova chance de abrir o marcador, quando Mourão deu belo passe de bola para o atacante Zuza e este chutou forte, entretanto, por cima do travessão do goleiro Leça.

Ilustração de América x Moto Clube no Estádio Santa Izabel em São Luis
do Maranhão em amistoso em 29 de julho de 1945.
A reação do campeão pernambucano de 1944 veio aos 26 minutos, por meio da disparada em velocidade do meia Capuco, que passou bem pelos marcadores Valdemar e Dudu antes de rolar a bola para os pés de Julinho e este bateu em cima do goleiro Rui, autor de uma defesa muito aplaudida pela torcida. A equipe maranhense começou a cair de produção e a perder jogadas na meia cancha e o América quase marcou aos 36 minutos, numa grande jogada de Djalma para Edgar, que passou por Carapuca e acertou a trave direita defendida por Rui, sendo a bola jogada para fora pelo atleta Sandoval. Aos 44 minutos do primeiro tempo, o Moto Clube subiu ao ataque com Jesus, que tocou a bola dentro da grande área para o companheiro Pepé, sendo então derrubado pelo pernambucano Galego e o árbitro apontou o pênalti para os rubro negros. Pepé bateu no canto alto e marcou o primeiro gol da partida para a alegria da torcida local. AMÉRICA 0X1 MOTO CLUBE e fim de papo na primeira metade da peleja.

Os filhos da capital do Reggae vieram para o segundo tempo com Rebolo no lugar do atleta Jesus para melhorar o ataque e logo aos 4 minutos numa jogada de bola dividida entre Capuco do América e Zuza do Moto Clube, o pernambucano levou a pior e torceu o tornozelo, ficando impossibilitada sua continuação no amistoso. Prontamente o treinador Álvaro Barbosa solicitou que o atacante Edgar suprisse o espaço deixado por Capuco no meio campo, fazendo com que Zezinho ocupasse a vaga de Edgar e que Janjoca aparecesse no time na vaga de Zezinho. Ainda entraram Elói no lugar de Djalma e o machucado Astrogildo no lugar de Oséas. As alterações melhoraram a postura alviverde em campo e aos 8 minutos Janjoca, depois de receber o passe de Rubens, bateu raspando a trave direita de Rui, quase empatando a partida. O Moto Clube teve grande chance de ampliar a vantagem aos 14 minutos quando Rebolo cruzou a bola para Galego, que driblou Galego do América e chutou no canto para Leça espalmar com habilidade cedendo escanteio ao adversário. Os cânticos da torcida empolgaram os rubro-negros, que tiveram nova chance para fazer o segundo gol quando o meia Sandoval tocou a bola na grande área para o colega Pepé, mas, este chutou por cima do travessão de Leça.

Diário de Pernambuco de 31 de julho de 1945.
O empate americano veio aos 30 minutos, quando Janjoca tocou a pelota para Edgar, que na grande área foi derrubado por Carapuca e o juiz não teve dúvida. Pênalti para o clube da Estrada do Arraial. Edgar bateu no canto e empatou. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X1 MOTO CLUBE e festa dos pernambucanos. O gol fez os motenses recuarem e com isso, o América partiu aos 43 minutos com o meia Pedrinho, que tocou para Zezinho e este de bem antes da grande área, soltou o míssil no canto indefensável de Rui para virar o placar. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X1 MOTO CLUBE. O campeão do Maranhão foi para o tudo ou nada e aos 45 minutos o atleta Galego ganhou na velocidade do alviverde Rubens, mas, foi derrubado com falta pelo zagueiro Barbosa na grande área e o árbitro sem pestanejar apitou o pênalti para o Moto Clube no Estádio Santa Izabel. O mesmo Galego bateu rasteiro no canto de Leça e assinalou o gol de empate. Final de jogo em São Luis com empate em dois gols para cada lado.


Nota do Diário de Pernambuco de 31 de julho de 1945.
Ao final da partida, o presidente do América, Sr. Anésio Silva, abriu mão do sorteio do troféu comemorativo à partida e o deixou nas mãos do presidente do Moto Clube, o Sr. César Aboud, atitude aplaudida de pé por toda a torcida maranhense presente ao Santa Izabel. Ainda sob o clima festivo, o jornalista Hélio Pinto, do Diário de Pernambuco deixou uma flâmula do América com César Aboud, em agradecimento à hospitalidade recebida por toda a delegação alviverde em São Luis. Devido às lesões da Capuco, Barbosa, Deusdedith e Astrogildo, bem como, à falta de transporte por ar ou por mar, a ida a Belém do Pará foi cancelada e com isso, a delegação pernambucana seguiria de ônibus até Fortaleza, local onde embarcaria no dia 6 de agosto no Navio Itanagé com destino a Recife. Antes da viagem de volta, os pernambucanos foram agraciados com uma grande festa no Hotel Central, onde o seu gerente, o Sr. Romeu Oliveira, presenteou o clube com uma taça de um metro de altura, na qual se lia em sua base “Lembrança dos Pernambucanos Residentes no Maranhão ao América Futebol Clube, São Luis, Julho de 1945”. A festa seguiu regada a muito champanhe, tudo por conta do Sr. César Aboud, presidente do Moto Clube.

AMÉRICA
Leça; 
Galego e Barbosa; 
Pedrinho, Capuco e Rubens; 
Zezinho, Julinho, Djalma, Edgar e Oséas.

MOTO CLUBE/MA
Rui; 
Dudu e Carapuca; 
Sandoval, Frázio e Valdemar; 
Galego, Mourão, Pepé, Zuza e Jesus. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O primeiro titulo da UNINASSAU/América



Poucos sabem da história do basquete pernambucano, no entanto, assim como a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) foi fundada pelo alviverde da Estrada do Arraial em 1915, o América também foi um dos fundadores da Federação Pernambucana de Basketball (FPB), no dia 22 de novembro 1955, representado por Rubem Moreira, ex-presidente esmeraldino e da FPF. 

Em 2014, o melhor momento do basquete esmeraldino viria no segundo semestre, com a parceria entre UNINASSAU, América e Sesc Pernambuco. Poucos meses depois de criada, a equipe da UNINASSAU/América faturou seu primeiro título ao vencer o Sport por 65x44 na noite desta quinta-feira, no SESC Santo Amaro.

Com Domênica, Tainá, Aylana, Analina e Isabela, sob o comando de Roberto Dornelas, o América deixou seu nome entre marcado na galeria dos campeões pernambucanos com a bola laranja. E da melhor forma possível, vencendo todos os dois turno do estadual na categoria SUB-19 Feminino, com jogos disputados contra Náutico e Sport.

Mesmo com um elenco reduzido, a UNINASSAU/América já havia conquistado o primeiro turno, e como visitante, ao vencer o Sport no Ginásio Marcelino Lopes, na Ilha do Retiro por 51×8 e diante do Náutico, ao superar as alvirrubras nos Aflitos pelo placar de 47×15. 



Com o título simbólico assegurado no primeiro turno, a equipe de Dornelas necessitava realizar o mesmo feito no segundo para assegurar o inédito título estadual, desta vez, jogando em seus dominios, no Centro Esportivo Wilson Campos, localizado no SESC de Santo Amaro. Na primeira rodada, as alviverdes conseguiram mostrar na prática o favoritismo, ao vencer novamente o Náutico, desta vez por 95x30. 

No ultimo jogo do turno, as americanas precisavam vencer novamente o Sport, para evitar a disputa do titulo em mais dois jogos extra, já que as rubro-negras também haviam vencido o Nautico. E assim o fizeram, mostrando consistencia e superioridade, ao vencer as adversárias, por 66 a 44.

Pelo visto, este será o primeiro de muitos títulos da UNINASSAU/América. Já no dia 30 de Outubro, as americanas voltam a quadra para a disputa do pernambucano na categoria Adulto com duas equipes. Um mês depois, será a vez delas disputarem o título nacional pela LBF. E nós estaremos novamente, na torcida...



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS ESPECIAL: América 2x1 Torre em jan-1928. América, campeão 1927

Nasciam o ator britânico Roger Moore (ator nos filmes “007 Contra Octopussy” de 1983 e “Um Raio em Céu Sereno” de 1961), a atriz Laura Cardoso (atriz na novela “Fatalidade” de 1965 e no filme “Lua Cheia” de 1988), o poeta Ariano Suassuna (autor de livros como “Uma Mulher Vestida de Sol” de 1947 e “Auto da Compadecida” de 1955), o físico suíço Karl Muller (vencedor do prêmio Nobel de Física de 1987), o químico alemão Manfred Eigen (vencedor do prêmio Nobel de Química em 1967), o jogador húngaro Ferenc Puskas (campeão mundial de clubes com o Real Madrid/ESP em 1960 e campeão dos Jogos Olímpicos de 1952 em Helsinque na Finlândia), o ex-goleiro Castilho (campeão da Copa Rio de 1952 com o Fluminense) e o jogador Carlito (campeão brasileiro de 1959 com o Bahia). Faleciam o químico sueco Svante Arrhenius (vencedor do prêmio Nobel de Química em 1903), o escritor recifense Faria Neves Sobrinho (autor de livros como “Crepúsculo” de 1924 e “Quimeras” de 1890) e o ator norte-americano Earle Williams (ator no filme “Dominada Pela Vaidade” de 1926 e no seriado “A Deusa” de 1915). Alguns sucessos musicais foram “Anoitecer” com Gastão Formenti, “Casinha Pequenina” com Patrício Teixeira, “Não Quero Mais Saber Dela” com Francisco Alves e “Malandrinha” com Pedro Celestino.
Em 1927, o campeonato pernambucano de futebol foi disputado por sete equipes em sistema de pontos corridos e quem obtivesse a maior soma de pontos ao final das 14 rodadas, seria o campeão. A última rodada foi iniciada com as partidas do Sport contra o Equador no dia 15 de janeiro (já em 1928) e contra o Flamengo no dia 22 de janeiro, ambas vencidas pelo adversário rubro negro por WO. As atenções naquele dia 22 de janeiro de 1928 estavam voltadas para o grande confronto entre o América (líder com 17 pontos) e o Torre (vice-líder com 16 pontos) no Estádio da Jaqueira e os únicos candidatos ao título do certame de 1927. O time rubro vinha de um empate sem gols contra o Santa Cruz, enquanto que, o time verde vinha de uma vitória por WO contra o Equador e de um amistoso nos Aflitos realizado no dia seis de janeiro contra o Botafogo do Rio de Janeiro, no qual os cariocas abandonaram a partida após muito criticarem a marcação de um pênalti para os pernambucanos no início da peleja.
Nota do Jornal Pequeno de 21 de janeiro de 1928 sobre a partida que
decidiria o campeão pernambucano de 1927.
Depois da vitória do América por 3x2 sobre o Torre na preliminar, os alviverdes conquistaram o título da categoria segundos quadros e quando chegou a hora do duelo entre as equipes principais, ou seja, às 16h, o árbitro Alcindo Wanderley não se fazia presente, cabendo então, ao presidente da Federação Pernambucana de Desportos, o Sr. Renato Silveira, o encargo de apitar aquela decisão de título. Aos 5 minutos, o atacante Péricles do Torre chutou de fora da área e Ilo Just, goleiro do América, agarrou com dificuldade. O América respondeu dois minutos depois num belo chute de Meira, que passou à esquerda do goleiro Valença assustando-o. Na falta cobrada por Jorge Leça do América aos 10 minutos, a bola sobrou para o atacante Moacyr, que tocou por cima raspando o travessão de Valença. Dois minutos depois, o meia Pedro do Torre tocou para Chiquito, porém, este já se encontrava em impedimento bem observado pela arbitragem. 
Ilustração de América x Torre no Estádio do Parque da Jaqueira pelo
campeonato pernambucano de futebol de 1927
Aos 14 minutos foi a vez de Zé Tasso passar a bola para o atacante Eric e na hora do chute, Hermógenes do Torre afastou o perigo. Três minutos mais tarde, o atacante Péricles deu passe a Piaba na grande área e na hora do chute final, o zagueiro uruguaio Gandra do América impediu a jogada. Com 19 minutos, Ralf tocou para o alviverde Meira, que desferiu um balaço esplendidamente defendido pelo goleiro Valença do Torre. Dois minutos depois, Piaba do Torre entrou na área e tocou para o companheiro Oswaldo, todavia, Casado o desarmou evitando o gol rubro. Aos 23 minutos o uruguaio Gandra se agigantou em campo e desviou primeiramente o chute de Péricles e depois rebateu o chute de Oswaldo. Piaba pegou o rebote, driblou o meia Gama e chutou raspando o travessão de Ilo Just, perdendo grande chance para os torrenses. Num contrataque imediato, o americano Meira cruzou a bola na cabeça de Zé Tasso, que testou com força, mas, Valença defendeu levantando o público no Estádio da Jaqueira. Ilo Just (ex-ídolo do Santa Cruz) voltou a aparecer aos 25 minutos quando o atacante torrense Hermógenes correu pela esquerda e soltou a bomba, muito bem defendida pelo arqueiro esmeraldino. O primeiro gol do jogo surgiu aos 27 minutos, quando Meira driblou Faustino e entregou a bola para Zé Tasso, que com a categoria já conhecida, tocou no canto de Valença. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 TORRE e o quinto título de campeão pernambucano se aproximava. 
Nota do Jornal Pequeno de 23 de janeiro de
1928 sobre a vitória do América.
O Torre quase empatou aos 34 minutos, quando Ilo Just espalmou o chute forte de Chiquito e depois operou um milagre para defender o petardo de Hermógenes, fruto de seu rebote. Aos 38 minutos, Gama e Gandra derrubam Hermes do Torre dentro da grande área e o árbitro Renato Silveira marcou o pênalti. O mesmo Hermes cobrou forte no canto, mas, Ilo Just espalmou de maneira espetacular, salvando o América de tomar o empate. Dois minutos depois, Eric avançou e quase de frente com o guarda-meta Valença, foi desarmado pelo zagueiro Juquinha. No último minuto do primeiro tempo, o Torre subiu ao ataque com Piaba, que tocou para Péricles tocar no canto e empatar a partida. Comemoração rubra na Jaqueira. AMÉRICA 1X1 TORRE e primeiro tempo encerrado. O Torre veio para a segunda etapa com sede de gol e Péricles avançou aos 2 minutos, até que o uruguaio Gandra chutou para longe o perigo. O meia Deocéssio aos 4 minutos botou a mão na bola e o juiz marcou a falta. Na cobrança de Oswaldo, a bola ia entrando no cantinho, mas, Ilo Just saltou para uma defesa incrível. Dois minutos depois, foi a vez de Ilo Just defender um chute potente do torrense Péricles. Aos 8 minutos o América se livrou da pressão do “Madeira Rubra” e atacou com Eric, que chutou forte, entretanto, Valença pulou para defender. Três minutos depois, Meira passou pelo zagueiro Faustino do Torre, mas, não por Hermínio. Meira criticou a carga faltosa que sofrera e ambos começaram a se esmurrar, numa grande troca de socos, sendo depois separados pela turma do “deixa disso”. Ambos são expulsos do jogo pelo árbitro Renato Silveira e cada equipe ficou com dez atletas. Aos 13 minutos, o goleiro Valença do Torre defendeu forte chute do alviverde Moacyr, que havia recebido passe de bola do seu companheiro Ralf. Dois minutos depois, foi a vez do meio-campista Gama salvar o América, depois do chute quase certeiro do torrense Oswaldo.

Pôster do América, campeão pernambucano de 1927.
Com 20 minutos, o atacante Eric do América foi derrubado na área pelo zagueiro rubro Juquinha e Renato Silveira não falhou. Pênalti para o América. O mesmo Eric bateu forte, mas, Valença defendeu de forma impressionante, adiando o que seria o segundo gol esmeraldino. Dois minutos mais tarde, Oswaldo do Torre e Casado do América se desentenderam e trocaram vários socos e chutes um contra o outro e também foram apartados pela turma do “deixa disso”. Renato Silveira expulsou ambos os atletas e cada equipe ficou com nove atletas no gramado. Aos 30 minutos, o Torre quase marcou, quando Piaba disparou de fora da área e Ilo Just fez a defesa mais aplaudida da partida. Três minutos depois, Eric avançou em velocidade e mesmo recebendo a marcação de Juquinha, tocou no contrapé de Valença e anotou o que seria o gol do título do América. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X1 TORRE e festa alviverde no Estádio da Jaqueira. Com 35 minutos e já escurecendo na capital pernambucana, Eric teve a chance de ampliar quando chutou de longe, porém, o goleiro Valença defendeu. A torcida já se preparava para invadir o gramado aos 38 minutos, já sob os últimos raios de sol, Renato Silveira deu a partida por encerrada. O América venceu o Torre por 2x1 e conquistou seu quinto título de campeão pernambucano, no gramado do saudoso América Park no bairro da Jaqueira.
AMÉRICA
Ilo Just; 
Gandra e Jorge Leça; 
Deocléssio, Gama e Casado; 
Meira, Eric, Zé Tasso, Ralf e Moacyr.

TORRE
Valença; 
Juquinha e Hermínio; 
Faustino, Hermes e Pedro; 
Oswaldo, Piaba, Péricles, Chiquito e Hermógenes.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Nem tudo são flores!!


Esta frase me foi dita por um amigo, treinador de futebol, que tem experiência em trabalho com jovens atletas.


Na última segunda-feira acompanhei o programa Fórum Esportivo da Rádio Jornal, o tema do programa foi o trabalho de base nos clubes pernambucanos, com direito a participação de representantes do Sport, Náutico e Santa Cruz.

Todos apontaram que a saída para os clubes pernambucanos vem da base, seja para conquistar títulos ou " ganhar" dinheiro. Um trabalho árduo, cansativo e com retorno a longo prazo....

Existe alguns itens que são determinantes para o sucesso deste projeto, são eles, existência de campo de treinamento,material de treino, apoio financeiro (passagem, ajuda de custo, lanche, refeição), acompanhamento médico-odontológico, bons treinadores e ...muita fiscalização!!

O Porto, clube pernambucano que tem o melhor aproveitamento no quesito: revelar jogador, sofreu um golpe a pouco tempo, perdeu um atleta para um clube inglês!!!

Mesmo tendo um certificado de Clube Formador!!!

O problema é o seguinte ( relatado por amigo treinador, responsável por " Peneira"): todo dia chega, aos clubes, jovens promessas, que tem habilidade, porém, precisam trabalhar a parte fisíca e técnica.

Muitos chegam com "procuradores" ou empresários, vão participando de treinos, de partidas até chegarem a ser filiados.


Na prática trata-se dum um processo longo, os clubes (Sport, Náutico e Santa Cruz) não dispõe de recursos financeiros suficientes para atender a todos, mesmo pagando uma ajuda de custo baixa.

Isto leva ao surgimento de "atletas" desgostosos e com muitas exigências, iludidos por falsa promessas abandonam o clube ou fazem corpo mole!!

O futuro continua na base...porém... nem tudo são flores!!!

O América está no caminho certo, vai levar muita porrada,mas, vai colher bons frutos!!!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 6x2 Maranhão/MA em julho de 1945

Nasciam a atriz irlandesa Brenda Fricker (atriz nos filmes “Tempo de Matar” de 1996 e “O Custo da Coragem” de 2003), o ator norte-americano George Wyner (ator nos filmes “Um Cara Muito Baratinado” de 1982 e “Um Homem Sério” de 2009), o músico britânico Lemmy (fundador da banda de rock Motorhead) e o ex-goleiro uruguaio Mazurkiewicz (campeão mundial de clubes com o Peñarol/URU em 1969 e campeão da Copa América de 1967 com a Seleção Uruguaia). Faleciam o cineasta russo Yakov Protazanov (diretor do filme Aelita, A Rainha de Marte de 1924) e o jogador português Acácio Mesquita (campeão português como Porto em 1935). Alguns sucessos musicais foram “Minha Linda Salomé” com Bob Nélson e “Senhor da Floresta” com Augusto Calheiros.

Diário de Pernambuco de 23 de julho de 1945.
Depois de uma temporada de jogos em Fortaleza, o América do Recife embarcou no Navio Itapé com destino a São Luis do Maranhão, onde continuaria sua temporada fora do estado de Pernambuco. A chegada em São Luis aconteceu no dia 23 de julho de 1945 às quatro horas da tarde e uma multidão acompanhou o desembarque dos campeões pernambucanos, que também foram recepcionados com muita cortesia pelas mais variadas autoridades do desporto maranhense. Após a solenidade de boas vindas, a delegação americana seguiu em uma grande carreata até o Hotel Central, onde ficaria hospedada durante sua permanência na terra do Bumba-Meu-Boi.


Destaque do Diário de Pernambuco de 23/07/1945
A primeira partida em São Luis ocorreu no dia seguinte à chegada dos pernambucanos, ou seja, no dia 24 de julho de 1945 e o adversário foi o Maranhão Atlético Clube, equipe campeã maranhense de 1943 e que ainda hoje, dota de grande prestígio dentro do futebol do estado, junto com Moto Clube e Sampaio Correa. O palco do esperado confronto Maranhão x América seria o já extinto Estádio Santa Izabel, que ficava no Bairro Fabril, próximo ao centro de São Luiz e uma hora antes do início do jogo, que estava marcado para as 20h40, as arquibancadas já se encontravam quase totalmente ocupadas, uma vez que, não apenas torcedores do clube das quatro cores queriam ver o jogo de sua equipe de coração, mas, também os torcedores das outras equipes maranhenses, pois, a presença do campeão de Pernambuco, estado com futebol mais avançado, era considerado como um espetáculo imperdível naquela noite de terça-feira para aqueles que estivessem inseridos dentro do âmbito esportivo local.

Ilustração de América x Maranhão no Estádio Santa Izabel em São Luis
do Maranhão em Amistoso interestadual em 24 de julho de 1945.
Tendo o privilégio de estarem sobre um dos melhores gramados do Nordeste, que era o do Estádio Santa Izabel, as equipes se aprontaram para o início do amistoso interestadual entre maranhenses e pernambucanos, sob a arbitragem do Sr. Sebastião Raiol, que seria o homem responsável pela inibição de jogadas antidesportivas. A primeira boa chance do jogo surgiu aos 3 minutos, quando o meia Batistão fez ótimo lançamento para o atacante Moura, que driblou o pernambucano Galego e chutou no canto de Leça, que defendeu com categoria. O “Bode Gregório” impulsionado por seu torcedor voltou ao ataque aos 10 minutos, num cruzamento de Tarrindo para Becão, que chutou por cima de Leça, causando alvoroço na torcida. O América resolveu mostrar que não era campeão estadual a toa e foi para o ataque. Aos 16 minutos, o atacante Oséas bateu escanteio certeiro na cabeça de Elói, que numa forte cabeçada abriu a contagem no Santa Izabel. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 MARANHÃO. A torcida maranhense levou novo susto aos 25 minutos, quando o alviverde Julinho tocou a bola para Zezinho, que em posição irregular, colocou a bola no fundo do gol. O árbitro Sebastião Raiol, bem posicionado no lance, anulou o gol dos pernambucanos.

Diário de Pernambuco de 25 de julho de 1945
Dois minutos mais tarde, o Maranhão atacou com Celso, que foi derrubado perto da grande área pelo meia Pedrinho do América e o juiz marcou a falta. Na cobrança, Batistão soltou a bomba, que de tão forte, jogou o goleiro Leça com bola e tudo para dentro do gol para empatar. AMÉRICA 1X1 MARANHÃO e festa da torcida das quatro cores. Os americanos voltaram a atacar aos 32 minutos por meio da jogada iniciada por Capuco, que cruzou a bola no peito do atleta Edgar e este chutou forte, forçando o goleiro Raul a fazer uma defesa magistral. A melhor categoria do América começou mostrar a sua face aos 36 minutos, quando o atacante Oséas deu um belo passe de bola para Elói, que se livrou da marcação de Cacarai e chutou no canto de Raul. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X1 MARANHÃO. O time da casa sentiu emocionalmente o gol sofrido e após falha em seu meio campo, o atleta Oséas avançou em velocidade aos 40 minutos e entregou a bola para o atacante Julinho, que passou por Batista e estufou as redes do arqueiro Raul. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 3X1 MARANHÃO.


América estréia bem em São Luis do Maranhão.
Durante o intervalo, o Maranhão Atlético optou pelas entradas de Aldo no lugar de Arei, Dilbrador no lugar de Fatigue e Batistinha no lugar de Becão, enquanto que, o América optou pela entrada de Djalma no lugar de Elói no setor ofensivo. Com Batistinha, Batista e Batistão em campo, os maranhenses caíram de produção e aos 9 minutos do segundo tempo, Djalma passou a bola para o companheiro Zezinho, que de fora da área chutou no canto de Raul para aumentar a vantagem pernambucana. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 4X1 MARANHÃO. O gol acordou os anfitriões, que investiram à ofensiva aos 15 minutos, numa jogada criada por Aldo, que passou por Pedrinho e chutou raspando a trave direita de Leça. Um novo ataque do “bode” surgiu aos 25 minutos, quando Dilbrador cruzou a bola na cabeça de Piauí, que testou no canto superior para Leça espalmar, cedendo escanteio.

Jornalista Hélio Pinto do Diário de Pernambuco cobriu com exclusividade
á temporada interestadual do América do Recife.
Edgar, do América, tentou aliviar a pressão imposta pelo Maranhão e avançou pela direita, mas, Tarrindo, chutou para fora cedendo escanteio para os pernambucanos. Aos 35 minutos, Zezinho bateu o escanteio e Oséas de cabeça balançou as redes do goleiro Raul. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 5X1 MARANHÃO em plena São Luiz. O placar estava bom, mas, ainda podia ficar melhor e Rubens aos 37 minutos aproveitou o escorrego de Cacarai e tocou para Zezinho, livre de marcação, ampliar a vantagem. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 6X1 MARANHÃO e a torcida local aplaudia a ótima desenvoltura dos pernambucanos no Estádio Santa Izabel. O Maranhão Atlético Clube tentou diminuir a contagem no chute de Batistinha, entretanto, a bola foi devidamente agarrada pelo goleiro Leça aos 40 minutos. Três minutos mais tarde, o América teve a chance de aumentar mais ainda o placar quando Julinho recebeu de Capuco e bateu por cima de Raul e no último minuto, o maranhense Moura tocou a bola para o companheiro Piauí, que driblou Galego, e tocou para o fundo das redes, descontando o placar. AMÉRICA 6X2 MARANHÃO foi o placar final para uma renda de 18.384 cruzeiros e grande presença de público.

AMÉRICA
Leça; 
Barbosa e Galego; 
Pedrinho, Capuco e Rubens; 
Zezinho, Julinho, Elói, Edgar e Oséas.


MARANHÃO
Raul; 
Cacarai e Tarrindo; 
Batistão, Batista e Arei; 
Celso, Fatigue, Becão, Moura e Piauí. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Tabela do primeiro turno do Pernambucano é divulgada pela FPF



Falta pouco para o inicio do Campeonato Pernambucano e,  tarde desta quinta-feira, a Federação Pernambucana de Futebol (FPF-PE) divulgou em seu site a tabela do primeiro turno do estadual. 

Sem Sport, Náutico e Salgueiro que garantiram classificação a Copa do Nordeste e, com o Santa Cruz, resguardado sob uma determinação absurda da CBF que passou por cima do Estatuto do Torcedor e da Lei Pelé, participarão da primeira fase apenas América, Central, Porto, Serra Talhada, Vera Cruz, Atlético Pernambucano, Ypiranga e Pesqueira, fazendo um octogonal.

Assim, destas oito equipes, as duas melhores classificadas avançarão para o Hexagonal do título. As equipes que não garantirem classificação brigarão em outro hexagonal para não caírem de divisão. Ao todo serão 14 rodadas só nesse turno, contando jogos de ida e volta que acontecem nas quartas e domingos. 

Abaixo, os jogos do América, que fará sua estréia diante do Central, dia 07 de dezembro, no Ademir Cunha, em Paulista. Aliás, todos os jogos do Campeão do Centenário como mandante caíram no domingo às 16 horas. A tabela completa está disponível no site da Federação.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 2x1 Atlético Caruaru em setembro de 1983

Diário de Pernambuco de 25 de setembro de 1983.
Nasciam o ex-jogador Daniel Carvalho (campeão da Copa do Brasil com o Palmeiras em 2012 e campeão da Copa da UEFA de 2005 com o CSKA da Rússia), o jogador holandês Van Persie (campeão da Copa da Inglaterra de 2005 com o Arsenal e campeão inglês de 2013 com o Manchester United), o jogador alemão Philipp Lahn (campeão alemão com o Bayer de Munique e da Copa do Mundo, ambos em 2014) e a atriz britânica Emily Blunt (atriz nos filmes “Os Agentes do Destino” de 2011 e “Looper: Assassinos do Futuro” de 2012). Faleciam o jogador Garrincha (campeão carioca de 1962 com o Botafogo e da Copa do Mundo de 1962 com a Seleção Brasileira), o cineasta norte-americano Robert Aldrich (diretor dos filmes “Assim Nascem os Heróis” de 1970 e “O Imperador do Norte” de 1973), o ator Jardel Filho (ator nos filmes “Roleta Russa” de 1972 e “Batalha dos Guararapes” de 1978), o físico suíço Felix Bloch (vencedor do prêmio Nobel de Física de 1952) e o cantor Altemar Dutra (conhecido por músicas como “Sentimental Demais” de 1964). Alguns sucessos musicais foram “A Dois Passos do Paraíso” com Blitz, “Adivinha o Que” com Lulu Santos, “Coração de Estudante” com Milton Nascimento, “Fio de Cabelo” com Chitãozinho e Xororó e “Carimbador Maluco” com Raul Seixas.

Destaque do Diário de Pernambuco de 25/09/1983.
América e Atlético Caruaru se enfrentaram no Estádio Eládio de Barros Carvalho (Aflitos) em partida válida pela quarta rodada do grupo B da segunda fase do segundo turno do campeonato pernambucano no dia 25 de setembro de 1983. Ocupando a terceira colocação com três pontos ganhos (atrás apenas de Náutico e Santa Cruz), o América entraria em campo numa partida que seria decisiva no que se diz respeito à continuação das chances de classificação da equipe para o quadrangular final da fase, enquanto isso, os caruaruenses, que apareciam na última colocação com apenas um ponto ganho, não aspiravam nada mais no campeonato, nem sequer fugir do rebaixamento, uma vez que, não houve naquela edição. Nos alviverdes, que vinham de vitória em cima do Santa Cruz, o maior problema do treinador Nereu Pinheiro era definir os substitutos dos atletas Pirulito e Aloísio, ambos expulsos no clássico contra o tricolor do Arruda, além de Reinaldo, que se queixava de fortes dores na virilha e pelo lado do tricolor do Agreste, que vinha de empate em casa contra o Ferroviário do Recife, prever a escalação era algo difícil, em virtude das inúmeras modificações que surgiam entre um jogo e outro.

Ilustração de América x Atlético Caruaru no Estádio dos Aflitos em 25 de
setembro de 1983 pelo campeonato pernambucano.
Com a arbitragem de Laerte Marquezini, auxiliado nas laterais por Walter Bezerra e Sérgio Salsa, a bola rolou nos Aflitos às 15h15, depois da vitória do América por WO na categoria de juniores, em virtude, do atraso do ônibus que trazia os jovens atletas do Atlético. Os caruaruenses começaram melhor e logo aos 5 minutos de jogo, o meia Geovane tocou a bola para o atacante Edvaldo, que se livrou da marcação de Almir e chutou com força, passando a bola à esquerda do gol de Marcos. Após falha no meio campo americano aos 11 minutos, os atleticanos chegaram perto de marcar numa bola de Marinho para Daniel, que chutou no canto do goleiro Marcos, autor de uma grande defesa. Com o técnico Nereu Pinheiro tentando passar instruções para o time, que estava acuado em seu campo defensivo, o América atacou aos 27 minutos, através do meia Sérgio Peres, que correu pela direita e cruzou a bola na área para o atacante Josias cabecear para uma grande defesa do arqueiro Idalécio.

Diário de Pernambuco de 26 de setembro de 1983.
A fraca atuação dos americanos naquele momento fez com que o Atlético de Caruaru corresse em busca da vitória e aos 32 minutos o lateral Joel entregou a bola para o atacante Zé Maria, que dentro da grande área disparou o míssil que passou raspando o travessão, assustando a torcida que se encontrava nas arquibancadas. Aos 35 minutos, o atleta caruaruense Daniel cruzou pela direita e aproveitando o desespero da defesa americana, o atacante Zé Maria apenas escorou a pelota para o fundo das redes para abrir o marcador. AMÉRICA 0X1 ATLÉTICO CARUARU. Um minuto antes do término da primeira etapa, o periquito da Estrada do Arraial quase conseguiu o empate, quando Silvinho levantou a bola para Bié, que chutou por cima do gol de Idalécio, para o lamento da torcida. No intervalo, Nereu Pinheiro providenciou as entradas de Zé Carlos e Eduardo nos lugares de Bié e Almir e no Atlético, entrou o meia George no lugar do também meia Geovane. Os americanos começaram bem melhor e logo aos 3 minutos, o atleta Paulo Afonso cruzou a bola para Zé Carlos do América, que dentro da área foi derrubado por Zé Carlos do Atlético e o juiz marcou o pênalti. O meio-campista Drailton correu para a bola e acertou um balaço que explodiu na trave do goleiro Idalécio, perdendo uma grande chance de empatar. A perda não causou abatimento nos atletas e aos 12 minutos o atleta Josias disparou pela esquerda e chutou para o gol de Idalécio, que ainda tocou na bola, mas, não o suficiente para Maurício não a alcançá-la e este tocou para o fundo das redes. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X1 ATLÉTICO CARUARU. O tricolor tentou o segundo gol aos 20 minutos através da boa jogada de Lula para Daniel, que vendo a aproximação de Romilson, chutou fraco, para a segura defesa do goleirão Marcos.

Foto da partida América x Atlético nos Aflitos.
A chance da virada surgiu aos 32 minutos, quando o lateral Emerson entregou a bola para Eduardo, que se livrou do zagueiro Nado e chutou um balaço em cima de Idalécio, que defendeu de forma espetacular. Num rápido contrataque do Atlético aos 39 minutos, a bola foi cruzada por George para o atleta Zé Maria, que chutou no canto, porém, o zagueiro Romilson afastou o perigo quase em cima da linha. Quando o empate já parecia ser inevitável, aos 42 minutos Silvinho avançou em velocidade, passando por Jorge e Joel e chutou rasteiro. Idalécio deu rebote e de dentro da pequena área, o atacante Maurício virou o placar para o América. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X1 ATLÉTICO CARUARU e festa da torcida verde e branca nos Aflitos. A renda foi de 21.700 cruzeiros para um público total de 247 torcedores.

AMÉRICA
Marcos; 
Paulo Afonso, Almir, Romilson e Emerson; 
Drailton, Silvinho e Sérgio Peres; 
Maurício, Bié e Josias.


ATLÉTICO CARUARU
Idalécio; 
Joel, Jorge, Nado e Marinho; 
Geovane, Zé Carlos e Lula; 
Daniel, Edvaldo e Zé Maria.