segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Amigos do Boteco da Lusa irão lançar Livro



Nossos amigos Lusos irão lançar nessa próxima quinta-feira, dia 02 de Outubro ás 19:05 no São Cristovão Bar, o livro "Boteco da Lusa - O livro que veio do blog".

Nós do Blog do Mequinha por motivos óbvios de distância não nos faremos presente, mas desejamos todo o sucesso do mundo aos nossos amigos Michelle Abilio e Paulo Batista, esse último que sempre que pode nos ajuda com suas maravilhosas charges em prol do nosso América e sua torcida.

Para qualquer americano ou simpatizante que residir em São Paulo, apresentamos um ótimo evento para ser presenciado.

O São Cristovão Bar fica na Rua Aspicuelta, 533, CEP: 05433-011, São Paulo.

Para quem usa rede social, em especial o Facebook, eis o link do evento para maiores informações:


Site do Boteco da Lusa: www.botecodalusa.com/

O nosso abraço do Blog do Mequinha aos amigos do Boteco da Lusa, amantes da Associação Portuguesa de Desportos.


domingo, 28 de setembro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS ESPECIAL: América 3x1 Sport em jan-1919. AMÉRICA, CAMPEÃO 1918

Jornal Pequeno de 11 de janeiro de 1919 sobre o clássico América x Sport.
Nasciam a atriz norte-americana Teresa Wright (atriz nos filmes “A Sombra De Uma Dúvida” de 1943 e “Na Solidão Do Inferno” de 1950), a atriz Sônia Oiticica (atriz nos filmes “Dôra Doralina” de 1982 e “O Caso Cláudia” de 1979), o químico britânico Derek Barton (vencedor do prêmio Nobel de Química em 1969), o poeta José Godoy Garcia (autor de livros como “Araguaia Mansidão” de 1972 e “Os Morcegos” de 1987) e o ex-jogador argentino Angel Labruna (campeão argentino de 1957 com o River Plate e campeão sul-americano com a Seleção Argentina em 1955). Faleciam o físico alemão Karl Braun (vencedor do prêmio Nobel de Física em 1909), o poeta Olavo Bilac (autor de livros como “Tarde” de 1919 e “Ironia e Piedade” de 1916), o poeta Emílio de Meneses (autor de livros como “Marcha Fúnebre” de 1892 e “Poesias da Morte” de 1901) e o ator norte-americano Lawrence Peyton (ator nos filmes “The Sea Urchin”de 1913 e “O Ás de Ouro”de 1917). Alguns sucessos musicais foram “Ontem, ao Luar” com Vicente Celestino e “O Boi no Telhado” com José Monteiro.


Destaque do Jornal Pequeno de 11 de janeiro de 1919.
O América sobrou em campo na sua trajetória rumo ao primeiro título estadual. O clube seguia invicto até a oitava rodada e líder com folga, tanto que a derrota para o Santa Cruz não foi suficiente para acender o sinal amarelo em sua sede na Rua da Conceição. Três dias antes do natal, o alviverdes venceram o Torre por incríveis 10x1 e chegaram aos 15 pontos ganhos, quatro a mais que o vice-líder Santa Cruz com 11 pontos e única equipe que poderia lhe subtrair a conquista, lembrando que a vitória valia dois pontos. Um dos dois jogos que o tricolor do Arruda teria pela frente seria o clássico contra o Sport no dia 29 de dezembro no campo da Avenida Malaquias nas Graças e caso houvesse uma vitória rubro-negra, ninguém mais poderia alcançar os americanos na ponta, nem mesmo, o Sport, que chegaria a apenas nove pontos. Dois dias antes do Reveillon, a torcida americana compareceu à Avenida Malaquias para ver a vitória rubro-negra em cima dos tricolores por 1x0, o que lhe garantiu o título de 1918, impedindo o tricampeonato do Sport. O “gran finale” só viria a ocorrer no dia 12 de janeiro, já em 1919, no qual, o América faria contra o Sport seu último jogo pelo campeonato pernambucano de 1918.

A tarde esportiva no campo da Avenida Malaquias começou às 14h30, quando iniciou o confronto entre os segundos quadros de América e Sport, cujo resultado final foi de 2x0 para os rubro-negros, com o jogador Pitota do Santa Cruz na arbitragem. Às 16h07 a bola rolou para o esperado embate entre as equipes, sob a arbitragem do Sr. J. Forster e com a presença de um público imenso de três mil pessoas ocupando os assentos das arquibancadas de madeira.

Ilustração de América x Sport no Estádio da Avenida Malaquias em 12 de
janeiro de 1919 pelo campeonato pernambucano de futebol.
Aos 2 minutos o Sport atacou com Benedito, que chutou forte para o goleiro Jorge do América colocar a escanteio. O América reagiu aos 12 minutos numa jogada criada por Peres I, que lançou o meia Siza, mas, o rubro-negro Mazullo II afastou o perigo de gol. Rodrigo do Sport fez o cruzamento para os pés de Lourenço e quase de frente com o goleiro Jorge, Siza colocou a bola para longe. O primeiro grito de gol apareceu aos 15 minutos quando Lapinha correu e entregou a bola para o célebre Zé Tasso assinalar. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 SPORT na Avenida Malaquias. Os rubro-negros impuseram depois disso, uma sequência de quatro ataques perigosos. O primeiro deles foi no chute de Manta, cuja bola teria atravessado a linha de gol, de acordo com os rubro-negros, porém, o Sr. Forster nada marcou. O segundo aconteceu na jogada de Mazullo I, que passou pelo zagueiro Ayres e de dentro da pequena área, mandou o balão por cima das traves de Jorge. O terceiro e o quarto saíram dos pés de Rodrigo, que nas duas vezes que esteve cara a cara com Jorge, chutou para fácil defesa do arqueiro esmeraldino. Num contrataque aos 26 minutos o América avançou com Siza, que entregou na frente para Jujú soltar o torpedo e forçar Márcio Franco e espalmar para fora uma bola dificílima. Dois minutos depois, o Sport subiu ao ataque com Benedito, que entregou a pelota para Rodrigo driblar os atletas Ayres e Rômulo e sozinho bater à esquerda da meta.


Jornal Pequeno de 13 de janeiro de 1919 comentando sobre a vitória
e o título do América de campeão pernambucano de 1918
O Sport finalizou muito mais do que os esmeraldinos no primeiro tempo, entretanto, apareceu o velho ditado do futebol, que diz que quem não faz, leva! E desta forma, o atacante Zé Tasso correu em velocidade desde o meio campo aos 30 minutos e na hora certa entregou a bola para o genial Jujú, que tocou no canto indefensável de Márcio Franco. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X0 SPORT. Na última boa jogada do primeiro tempo, o rubro-negro Mazullo I recebeu a bola de Baptista e de peito descontou para o Sport. AMÉRICA 2X1 SPORT e apesar dos gritos que vinham da arquibancada dizerem que o gol foi feito com a mão, o Sr. Forster legitimou o tento, alegando que não houve irregularidade no lance. A segunda etapa da partida teve seu início às 16h55 e o primeiro a atacar foi o Sport por meio do meio-campista Benedito, que driblou o defensor alviverde Alexi aos 6 minutos e tocou para Lourenço chutar para uma ótima defesa de Jorge. Aos 10 minutos foi a vez do América subir ao ataque e com a qualidade de um campeão, Bermudes cruzou a bola para Peres I, que a dominou e a designou para o fundo das redes de Márcio Franco. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 3X1 SPORT. Os americanos tiveram a chance de ampliar a vantagem aos 15 minutos quando Zé Tasso driblou o defensor Chalmers do Sport e tocou para Lapinha, que perdeu o controle da bola e Márcio Franco saiu aos seus pés para fazer a defesa. Mazullo I teve a chance de descontar o placar em favor do Sport aos 23 minutos, quando recebeu a bola de Rodrigo e mandou um míssil de fora da área, passando por cima da meta defendida por Jorge. 

Nota de destaque do Jornal Pequeno de 13 de janeiro de 1919.
Os pupilos de Guilherme de Aquino ainda perderam outra chance, desta vez aos 35 minutos, quando o atleta Salazar passou bem por Rômulo e chutou cruzado, todavia, o goleiro Jorge do América agarrou a pelota com firmeza. No último minuto, o clube da Rua da Conceição perdeu uma chance clara de gol quando Jujú entregou a bola para Soares e ele cara a cara com Márcio Franco bateu por cima do arco rubro-negro. No final, a vitória veio apenas para coroar o clube da melhor campanha dentre os participantes, com o título de campeão pernambucano de 1918, o primeiro da sua história.

AMÉRICA
Jorge; 
Ayres e Alexi; 
Rômulo, Bermudes e Soares; 
Siza, Peres I, Zé Tasso, Jujú e Lapinha.

SPORT
Márcio Franco; 
Chalmers e Arlindo; 
Manta, Mazullo II e Benedito; 
Salazar, Baptista, Mazullo I, Lourenço e Rodrigo.


sábado, 27 de setembro de 2014

O América é Brasil no Mundial de Basquete Feminino


Não é absurdo afirmar que a seleção brasileira é o América no Mundial de Basquete, que inicia neste sábado (27), na Turquia. De doze jogadoras que defenderão o Brasil na Copa do Mundo de Basquete Feminino, cinco são da UNINASSAU/América, contando com as pivôs Erika e Nádia, a ala Tati Pacheco e as armadoras Adrianinha e Tainá Paixão.

Com bastante bagagem na seleção e na carreira, Erika (32) e Adrianinha (35) são as mais experientes do grupo. Capitã do grupo liderado pelo técnico Luiz Augusto Zanon, Adrianinha é titular absoluta na seleção, sendo uma das peças essenciais para o êxito da seleção do mundial. Mesmo deve se esperar de Erika, principalmente após vir de grande temporada na WNBA.

Assim como Erika, Nádia é pivô desta seleção e vem de temporada na WNBA. Com 25 anos e participando do seu primeiro mundial, deverá ser opção de Zanon no decorrer da partida. O mesmo pode se esperar de Tati Pacheco, ala de 23 anos e Tainá Paixão, que assim como Nádia, ambas farão sua primeira participação em mundiais.

Por falar em mundial, o Brasil está no Grupo A, ao lado de Republica Checa, Espanha e Japão.

Nádia, Tainá, Tati Paixão, Adrianinha e Érika é o Mequinha no Mundial de Basquete

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 1x1 Náutico em outubro de 1965

Jornal do Commercio de 24/10/1965 relatando
sobre o clássico América x Náutico.
Nasciam o ator norte-americano Martin Lawrence (ator nos filmes “A Hora da Virada” de 2005 e “Motoqueiros Selvagens” de 2007), o ator norte-americano Jeremy Piven (ator nos filmes “A Última Cartada” de 2006 e “A Super Agente” de 2012), o ex-jogador uruguaio Pablo Bengoechea (campeão da Copa América de 1987 com a Seleção Uruguaia e campeão uruguaio de 2003 com o Peñarol), o ex-jogador Silas (campeão da Copa América de 1989 com a Seleção Brasileira e campeão da Copa do Brasil com o Internacional de Porto Alegre em 1992), o músico norte-americano Trent Reznor (guitarrista da banda de rock Nine Inch Nails) e o músico britânico Slash (ex-guitarrista da banda Guns N’ Roses). Faleciam a atriz britânica Renee Kelly (atriz do filme “All Sorts and Conditions of Men” de 1921), o ator britânico Douglas Payne (ator no filme “Maria Marten, or The Mystery of the Red Barn” de 1913) e a nadadora dinamarquesa Else Jacobsen (medalha de bronze nas Olimpíadas de Los Angeles em 1932). Alguns sucessos musicais foram “Acender as Velas” com Zé Keti, “Minha Namorada” com Os Cariocas, “Terra de Ninguém” com Marcos Vale e “Matuto de Opinião” com Luiz Gonzaga.

Nota do JC de 24/10/1965 sobre o clássico daquela tarde.
A sétima rodada do campeonato pernambucano de futebol de 1965 foi aberta no dia 24 de outubro com o clássico envolvendo América e Náutico na Ilha do Retiro. Os americanos, que vinham de empate contra o Sport por 2x2, dividiam a quinta colocação com o Íbis com dois pontos ganhos, enquanto que, os alvirrubros, que vinham de vitória sobre o Sport por 5x3, lideravam o campeonato com dez pontos ganhos e seguiam rumo ao segundo tricampeonato. O América viria com duas alterações com relação à equipe que empatou com o Sport, que seriam as entradas de Zezo e Ajalmar nos lugares de Santos e Tadeu, motivadas por questões táticas de acordo com o treinador Alexandre Borges. 

Treino do América na Ilha do Retiro no dia anterior ao clássico contra o Náutico.
No Náutico, o clima ainda era de festa pela conquista dois dias antes, do título da Zona Norte-Nordeste da Taça Brasil de Clubes em cima do Fortaleza por 3x2, fato que lhe deu direito a disputar as semifinais do torneio e o treinador Antoninho tinha apenas uma dúvida, que era a escalação ou não do atacante Bita, que passaria por testes físicos e para o caso de reprovação pelo departamento médico, Werneck entraria em seu lugar. Ambos os treinadores, como se quisessem esconder seus esquemas para o adversário, não entraram em campo como haviam anunciados no dia anterior. Santos recuperou-se do problema no fígado e foi escalado, porém, Ajalmar ficou como alternativa no banco de reservas e no lado alvirrubro, Bita não ganhou condições, mas, seu substituto foi Naldo e não Werneck.

Ilustração de América x Náutico na Ilha do Retiro em 24/10/1965 pelo
campeonato pernambucano.
Depois de um empate sem gols entre as duas equipes na preliminar válida pela categoria de aspirantes, a bola rolou às 16h00 daquele domingo de futebol sob a arbitragem do Sr. Louralber Monteiro, auxiliado nas laterais por Hélio Ferreira e por Geraldo Alves. A partida começou com o América impondo forte pressão e logo aos 2 minutos, o atacante Dema chutou fraco, mesmo assim, o goleiro Joélcio deu rebote e Santos apareceu para abrir o marcador na Ilha do Retiro. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 NÁUTICO e a ideia era carimbar a faixa de campeão Norte-Nordeste do timbu. 

Breno do América marcando Lala do Náutico.
Os alviverdes recuaram muito e aos 10 minutos o Náutico teve uma boa chance de empatar a partida com o meia Ivan Brondi, que deu belo passe para o atacante Lala chutar no canto, obrigando o goleiro Lula do América a se esticar para evitar o gol alvirrubro. Aos 19 minutos, mais uma vez o Náutico no ataque, desta vez, com Nino cruzando a bola na cabeça de Nado, que cabeceou forte, entretanto, por cima do travessão. Aproveitando um contrataque rápido pela direita aos 25 minutos, o América investiu com Zezo, que entregou a pelota para o atacante Lia e este após driblar o zagueiro Gilson Saraiva, chutou colocado, mas, o goleiro Joélcio praticou a defesa. Com 38 minutos, os alvirrubros atacaram com Didica lançando Naldo, que tocou na saída do goleiro americano e o zagueiro Breno tirou a bola quase em cima da linha, evitando o empate do time de Rosa e Silva. Na última finalização do primeiro tempo, o América foi à frente com Agra cruzando a bola para o atacante Dema, que chutou por cima do arco defendido pelo guarda-meta adversário e logo depois, o árbitro encerrou o primeiro tempo.

Jornal do Commercio de 25/10/1965 sobre
a chance do América em vencer o Náutico.
A pressão dos alvirrubros aumentou no segundo tempo e logo aos 3 minutos de bola rolando, o lateral Clóvis entregou a bola para Ivan Brondi, que se livrou do goleiro Lula do América e tocou, mas, o zagueiro Breno operou milagre e evitou a marcação do empate. Os zagueiros Nilton e Carlos do América não se entendiam e aos 12 minutos, o atacante Lala recebeu de Gena e atirou a bola contra a meta, mas, Lula saltou no canto e evitou mais uma vez o gol alvirrubro. Com os esmeraldinos completamente recuados, o Náutico possuía a maior posse de bola e aos 20 minutos foi a vez de Nino chutar contra o gol de Lula, todavia, a pelota passou à sua esquerda. Depois que o árbitro advertiu o guarda-meta americano sobre o tempo de reposição de bola e o ameaçou de expulsão, o meio-campista Agra criticou a atitude do juiz, que expulsou o atleta de campo, para a surpresa e revolta dos campeões do centenário.Mesmo com um a menos, o América forçou um ataque aos 28 minutos com Ribeirinho, que tocou para Santos, mas este sofrendo forte marcação de Mauro, não conseguiu finalizar da melhor forma possível. Aos 33 minutos, o Náutico desceu com Nado, que foi derrubado com falta pelo zagueiro Breno do América, que recebeu o cartão vermelho do árbitro Louralber Monteiro e teve que deixar o gramado. 

Nota do JC de 25/10/1965 sobre a partida.
O treinador Alexandre Borges do América, muito criticou o árbitro pelas expulsões de Agra e Breno e também recebeu o cartão vermelho, sendo então, obrigado a deixar a área técnica. Muito nervoso, teve que ser segurado pelos próprios atletas para não agredir o juiz. Com dois jogadores a menos, foi difícil segurar a vitória e aos 47 minutos, já nos acréscimos, o Náutico chegou ao empate quando Lala chutou, o zagueiro Carlos rebateu fraco e Naldo pegou o rebote para vencer o goleiro Lula. AMÉRICA 1X1 NÁUTICO e com tudo igual no placar terminou a partida na Ilha do Retiro, para uma renda de 2.237.000 cruzeiros. As equipes foram as seguintes:

AMÉRICA
Lula; 
Breno, Nílton, Carlos e Duda; 
Agra e Zezo; 
Ribeirinho, Dema, Santos e Lia.

NÁUTICO
Joélcio; 
Gena, Mauro, Gilson Saraiva e Clóvis; 
Didica e Ivan Brondi; 
Nado, Naldo, Nino e Lala.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: Fortaleza 1x2 América em julho de 1945

Ilustração de América x Fortaleza no Estádio Presidente Vargas em
Fortaleza (CE) em amistoso em 15 de julho de 1945
Nasciam o ex-goleiro argentino Agustín Cejas (campeão paulista de 1973 com o Santos e campeão da Taça Libertadores da América com o Racing da Argentina), o ator norte-americano James Avery (ator nos filmes “Na Trilha da Fama” de 2004 e “Dr. Dolittle 2  de 2001), o ex-jogador uruguaio Pablo Forlán (campeão paulista de 1975 com o São Paulo e campeão mundial de clubes como o Peñarol/URU em 1966) e o músico norte-americano Leslie West (guitarrista da banda de rock Mountain). Faleciam o poeta inglês Alfred Douglas (autor dos livros “The City of the Soul” de 1899 e “The Placid Pug” de 1906) e o ex-jogador português Acácio Mesquita (campeão português em 1935 com o Porto). Alguns sucessos na música foram “Senhor da Floresta” com Augusto Calheiros, “Coitado do Edgar” com Linda Batista e “Brasa” com Orlando Silva.

Diário de Pernambuco de 17 de julho de 1945 trazendo informações a cerca
da brilhante vitória do América do Recife em Fortaleza.
Após vencer o Santa Cruz no dia 1 de julho de 1945, o América pediu a Federação Pernambucana de Desportos, uma permissão para excursionar pelo Nordeste. Com o pedido concedido, o clube esmeraldino embarcou rumo à construção de mais uma bela página da sua história de glórias e conquistas. Vários amistosos já estavam pré-agendados tanto em Fortaleza, capital do Ceará, e em São Luiz, capital do estado do Maranhão. No dia 15 de julho de 1945, houve a realização da partida América (PE) x Fortaleza (CE) no Estádio Presidente Getúlio Vargas na terra de José de Alencar, colocando frente a frente o campeão pernambucano de 1944 e o campeão cearense de 1938 e vice-campeão cearense de 1944, time que quarenta e cinco dias antes, havia vencido o Clube Náutico Capibaribe. Às 16h00 as equipes se apresentaram no gramado de jogo junto com o árbitro, o Sr. Aécio Menezes, que solicitou que as equipes se perfilassem para a execução de um minuto de silêncio. Esta foi uma homenagem póstuma aos 346 marinheiros que morreram no naufrágio do Navio Bahia, que afundou perto das Ilhas de São Pedro e São Paulo no litoral brasileiro, com forte indício de ter sido torpedeado por um submarino alemão no dia 4. Depois da homenagem, o presidente da Federação Cearense de Desportos presenteou o Sr. Anésio Silva, presidente do América, com uma flâmula do clube Tricolor do Picí e o Tenente-Coronel Juarez Vasconcelos avisou aos atletas, que um troféu seria dado por ele ao vencedor do confronto.

Goleiro Pintado do Fortaleza esmurrando a bola
antes  que o americano Djalma chegasse  para cabecear
Aécio Menezes apitou o início da partida e quem primeiro atacou foi o clube pernambucano, por intermédio do meio-campista Capuco, que após passar por Vianinha do Fortaleza, cedeu a bola para Oséas e este soltou o míssil no canto, mas, Pintado fez uma grande defesa. O leão cearense respondeu numa grande jogada criada aos 13 minutos pelo atacante Idalino, que cruzou a bola na área para Narcílio chutar violentamente, obrigando Leça a intervir com dificuldade. Aos 18 minutos mais uma vez o Fortaleza foi ao ataque, desta vez, com o atacante Josué, que driblou Deusdedith na entrada da grande área e disparou contra o gol de Leça, que acompanhou a trajetória da esférica por cima de sua baliza. Numa cobrança de falta, uma dentre as várias do primeiro tempo, o América quase marcou quando aos 26 minutos, o meia Astrogildo jogou a bola na cabeça de Zezinho, que pulou certo para testar, porém, o goleiro Pintado do Fortaleza, voou como um pássaro e espalmou de mão esquerda a bola pela última linha. O meio campo cearense vacilou e aos 35 minutos, Julinho cruzou a bola quase na linha de fundo para Oséas, que tocou por cima do gol de Pintado. A última jogada perigosa do primeiro tempo ocorreu quando o zagueiro Zé Sérgio do tricolor fortalezense chutou de fora da área, levando Leça a pular no canto superior direito para evitar o gol adversário.


Juarez Vasconcelos entrega ao América a taça comemorativa da partida.
Para o segundo tempo, o Fortaleza Esporte Clube voltou com Zeca Pinto no lugar de Idalino no ataque e com Arrupiado no lugar de Deiú no meio campo, enquanto que, o América voltou com Rubens na vaga de Astrogildo. Logo aos 2 minutos jogados, o América avançou com Djalma, que ganhou na corrida no zagueiro Eugênio e chutou à direita das traves de Pintado, assustando a torcida alencarina. Logo depois veio o susto. O zagueiro Deusdedith do América em disputa de bola com o atacante Paraense do Fortaleza, cai de mau jeito no gramado e desloca o braço, sendo então, substituído pelo defensor Barbosa, ex-atleta do Flamengo do Rio de Janeiro. O Tricolor do Pici atacou aos 10 minutos com o meia Jorge cedendo a bola para o atacante Coelho, que chutou cruzado para mais uma boa defesa de Leça no canto esquerdo. Pedrinho tocou a bola para o atacante Edgar aos 19 minutos e este correu em velocidade pelo lado direito tocando a bola para Julinho, que na pequena área, chutou em cima do goleiro Pintado, dono de uma defesa de se aplaudir de pé.

Cobertura do Diário de Pernambuco sobre a partida Fortaleza x América.
O primeiro gol surgiu aos 28 minutos quando o meia Rubens lançou Oséas e este disparou uma bomba indefensável contra o arco de Pintado, que nada pôde fazer. É GOL DO AMÉRICA! FORTALEZA 0X1 AMÉRICA para os aplausos do público presente ao Estádio PV. A defesa cearense deu mole depois da saída de bola e o célebre Zezinho avançou quase desde o meio campo e de frente ao arqueiro adversário, tocou no canto aos 30 minutos para marcar o segundo dos pernambucanos. É GOL DO AMÉRICA! FORTALEZA 0X2 AMÉRICA para o espanto dos cearenses. 

Na última jogada de perigo do jogo, o Fortaleza atacou com Vianinha, que cedeu a bola para o atacante Zeca Pinto e este disparou no canto de Leça para descontar. FORTALEZA 1X2 AMÉRICA para uma renda de 20 mil cruzeiros. Após o apito final dado pelo Sr. Aécio Menezes, a torcida cearense invadiu o gramado para parabenizar os atletas das duas equipes, pelo espetáculo futebolístico apresentado deixando claro que o espírito esportivo era maior do que qualquer placar e aos alviverdes foi entregue pelas mãos do Tenente-Coronel Juarez Vasconcelos um belo troféu em recordação daquela passagem americana pelo estado do Ceará.


AMÉRICA
Leça; 
Deusdedith e Galego; 
Pedrinho, Capuco e Astrogildo; 
Zezinho, Julinho, Djalma, Edgar e Oséas.


FORTALEZA
Pintado; 
Eugênio e Zé Sérgio; 
Deiú, Vianinha e Jorge; 
Coelho, Idalino, Narcílio, Paraense e Josué.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 1x0 Santo Amaro em junho de 1980

Nasciam o ator norte-americano Jake Gyllenhaal (ator nos filmes “O Céu de Outubro” de 1999 e “O Dia Depois de Amanhã” de 2004), a atriz norte-americana Kristen Bell (atriz nos filmes “Você de Novo” de 2010 e “O Grande Milagre” de 2012), o jogador Ronaldinho Gaúcho (campeão da Liga dos Campeões da Europa em 2006 com o Barcelona e da Copa de 2002 com a Seleção Brasileira), o jogador inglês Wayne Bridge (campeão inglês de 2005 com o Chelsea), o jogador Fabiano Cabral (com passagem no Náutico em 2001), o jogador Wendell (com passagem pelo Sport em 2002), o jogador Bebeto (com passagem pelo Santa Cruz em 2003) e o músico norte-americano Paul Thomas (baixista na banda Good Charlotte). Faleciam o ator britânico Peter Sellers (ator nos filmes “A Vingança da Pantera Cor-de-Rosa” de 1978 e “Cassino Royale” de 1967), o cineasta britânico Alfred Hitchcock (diretor dos filmes “Janela Indiscreta” de 1954 e “Psicose” de 1960), o bioquímico norte-americano William Stein (vencedor do prêmio Nobel de Química de 1972), o filósofo francês Jean-Paul Sartre (vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1964), o escritor pernambucano Nélson Rodrigues (autor dos livros “A Cabra Vadia” de 1970 e “A Mentira” de 1953) e o músico norte-americano Darby Crash (vocalista da banda The Germs). Na música os sucessos eram “Cheiro de Mato” com Fátima Guedes, “Clareana” com Joyce, “Feira de Mangaio” com Clara Nunes, “Grito de Alerta” com Gonzaguinha e “Frevo Mulher” com Zé Ramalho.

Ilustração de América x Santo Amaro na Ilha do Retiro em 28 de junho de
1980 pelo campeonato pernambucano de futebol.
O dia 28 de junho de 1980 foi o dia da realização da sétima rodada da primeira fase do campeonato pernambucano e a partida a ser comentada é o grande confronto entre o América e o Santo Amaro a ser jogado no Estádio da Ilha do Retiro. Os alviverdes de Casa Amarela, que vinham de derrota para o Santa Cruz por 1x0, possuíam seis pontos ganhos ocupando a quinta colocação, enquanto que, os alvirrubros da Zona Norte do Recife, que vinham de derrota frente ao Sport por 3x0, possuíam três pontos ocupando a sétima colocação. Aquela tarde de sábado foi aberta com o empate sem gols entre Íbis e Ferroviário que se enfrentaram na preliminar de América x Santo Amaro no Estádio Adelmar da Costa Carvalho. Com a arbitragem de José Almeida, auxiliado nas laterais por José Jacinto e Arlindo Ximenes, a bola começou a rolar para América e Santo Amaro, sob os olhares de um público pequeno. Os americanos começaram melhor na partida e logo aos 5 minutos de jogo o meia Valmir recebeu a bola no meio campo e avançou até a entrada da grande área, quando observou o atacante Agnaldo em melhores condições de efetuar o primeiro gol e lhe tocou a  bola na medida certa, mas, o ponta esmeraldino chutou por cima do gol adversário. A reação alvirrubra veio apenas aos 15 minutos de partida quando o lateral Osvaldo armou um grande ataque e cedeu a bola para o atacante Birino, que chutou cruzado forçando o goleiro Batista do América a fazer uma grande defesa.

Ficha da partida publicada no JC de 29/06/1980
Precisando alcançar o Náutico na liderança, o América do treinador Schiller Diniz partiu para o ataque e quase marcou o primeiro gol aos 20 minutos quando o meio-campista Marcos Costa fez um grande lançamento na entrada da grande área para o atacante Paulo, que cruzou rasteiro para Edson chutar forte no meio do gol, para uma defesa magistral do goleiro Pimenta. Aos 30 minutos foi a vez do lateral Reginaldo cobrar uma falta pela esquerda, levantando a bola na cabeça de Agnaldo, que testou forte, mas, por cima do goleiro do Santo Amaro. A antiga Associação Atlética das Vovozinhas queria mostrar serviço e aos 40 minutos o meia Zuza correu em direção ao gol e deu passe de bola para o atacante Savinho, que foi desarmado pelo zagueiro Williams do América e no rebote, Salim chutou a esquerda do goleiro Batista, assustando a torcida verde e branca que comparecia a Ilha do Retiro. Aos 45 minutos, o Sr. José Almeida finalizou o primeiro tempo de partida com o placar de zero a zero entre as equipes.

Página do JC de 29/06/1980 informando sobre os
resultados da rodada do campeonato.
O treinador Rubem Salim do Santo Amaro realizou duas mudanças em sua equipe para a segunda etapa, que foram as entradas de Luiz Carlos no lugar de Mazinho no ataque e de Emerson no lugar de Zuza no setor defensivo. No América apenas uma alteração foi feita, que foi a entrada de Evandro no lugar do atacante Edson para dar mais qualidade ao setor ofensivo, pois, apesar de ter jogado melhor do que o adversário no primeiro tempo, a pontaria dos atacantes esmeraldinos parecia não estar boa. A primeira boa chance na segunda etapa foi do Santo Amaro que atacou com Romilson entregando a bola para o atacante Luiz Carlos, que chutou por cima de Batista. A resposta americana veio aos 14 minutos numa boa jogada criada pelo zagueiro Rocha, que cedeu a bola em boas condições para o meia Roberto finalizar, porém, o chute saiu fraco e o goleiro Pimenta praticou a defesa. Aos 20 minutos, outra boa jogada do América, desta vez com Marcos Costa lançando Evandro, que chutou firme e Pimenta tirou para escanteio. Os santamarinos assustaram mais uma vez, quando o meia Emerson lançou o atacante Birino, que não caprichou na pontaria e a bola passou longe do gol defendido pelo arqueiro alviverde aos 35 minutos.


Destaque do Jornal do Commercio de 29/06/1980 sobre o América.
Com o relógio apontando 41 minutos o meia Valmir disparou em velocidade pelo lado direito e cruzou para o atacante Paulo tocar no canto indefensável de Pimenta para abrir o marcado na Ilha do Retiro. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 SANTO AMARO e comemoração nas arquibancadas. No último lance da partida, o América chegou perto de marcar o segundo gol, quando o meia Roberto tocou a bola para Agnaldo, porém, a pelota saiu à direita do goleiro alvirrubro. Final de jogo na Ilha do Retiro e mais uma vitória do América, o que lhe deixou brigando por uma melhor colocação na primeira fase. A renda da partida somou 1.950 cruzeiros, para um público de apenas 39 pessoas naquela tarde de sábado. Os atletas desta partida foram os seguintes:

AMÉRICA
Batista; 
Givaldo, Williams, Rocha e Reginaldo; 
Valmir, Marcos Costa e Roberto; 
Edson, Paulo e Agnaldo.

SANTO AMARO
Pimenta; 
Osvaldo, Ugiete, Romilson e Zuza; 
Edson, Betuca e Mazinho; 
Savinho, Salim e Birino.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Adelmo entrega o cargo! Quem vem?



Faltando alguns meses para temporada de 2015, alguns clubes do interior já começam a se movimentar, mesmo que discretamente. No América isso não era diferente, já que o clube vem trabalhando desde o Campeonato Pernambucano SUB-20, onde boa parte dos jogadores serão aproveitados no time profissional.

No comando técnico do América, o nome praticamente certo seria o de Adelmo Soares, que estava no juniores nos últimos seis jogos do estadual. Com ele no comando, a partir da oitava rodada da segunda fase do estadual, o América repetiu a campanha do ano anterior, terminando na quarta colocação do estadual de juniores.

Segundo a direção de futebol do Periquito, Adelmo deixou o projeto porque recebeu uma proposta melhor em um outro clube, que não foi divulgado pelo ex-comandante. Os números do treinador foram vitórias e três derrotas, fechando sua campanha particular em 50% de aproveitamento.

Com a saída de Adelmo, agora é voltar a estaca zero visando a estreia do estadual, que não se tem idéia nem de quando começa. O pitaco do blog? Chamava João Carlos de volta e já iniciava os trabalhos no Campeonato do Nordeste SUB-20 que inicia em novembro e, ao que tudo indica, o América participará.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

MEMÓRIAS ESMERALDINAS: América 4x1 Portela de Jaboatão em agosto de 1944

Nasciam o ator francês Jean-Pierre Léaud (ator em filmes como “Beijos Proibidos” de 1968 e “A Noite Americana” de 1973), o ator mexicano Edgar Vivar (o “Sr. Barriga” do seriado Chaves e ator no filme “O Orfanato” de 2007), o ex-jogador italiano Luigi Riva (campeão da Eurocopa de 1968 com a Seleção Italiana e campeão italiano de 1970 com o Cagliari), o ex-jogador Alcir Portela (campeão brasileiro de 1974 com o Vasco da Gama), o ex-jogador judeu e italiano George Borba (defendeu a seleção de Israel na Copa de 1970), o piloto de fórmula 1 francês François Cevert (campeão do Grande Prêmio dos Estados Unidos em 1971) e o músico inglês Nick Mason (baterista da banda de rock Pink Floyd). Faleciam o matemático alemão Martin Kutta (desenvolver do método de Runge-Kutta, utilizado para resolver equações diferenciais), o enxadrista Frank Marshall (campeão do Torneio de Scheveningen (Holanda) de xadrez em 1905) e o atleta norte-americano Thomas Curtis (medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas em 1896). Os sucessos musicais eram “Cochichando” com Déo, “Dos Meus Braços Não Sairás” com Nélson Gonçalves, “Rosa de Maio” com Orlando Silva e “Fiz a Cama na Varanda” com Dilu Melo.

Jornal Pequeno de 19 de agosto de 1944
Embalado pela conquista do primeiro turno do campeonato pernambucano de 1944 (fato que lhe garantiu na final do estadual), o América se prepararia para mais um grande desafio e seu oponente seria o Portela de Jaboatão, o clube da fábrica de papel localizada no centro deste município. A Associação Esportiva da Companhia Portela, que tinha apenas 1 ponto ganho, ocupava a sexta colocação e vinha de derrota para o Santa Cruz por 3x1, enquanto que, os americanos , que possuíam 4 pontos ganhos, dividiam a terceira colocação com Santa Cruz e Great Western e vinham de derrota por 5x4 frente ao Náutico. Um dia antes da partida América x Portela, o clube timbu derrotou o Great Western e abriu seis pontos de vantagem sobre os alviverdes, que para igualar sua pontuação e forçar uma partida-extra, precisariam vencer as suas três partidas restantes e ainda torcer por vitória do Sport no Clássico dos Clássicos contra o Náutico. O gramado do Estádio dos Aflitos seria o palco do jogo entre americanos e portelenses no domingo, dia 20 de agosto de 1944 e a promessa era de boa presença de público. Às 13:30 h a bola rolou para a preliminar válida pela categoria de amadores entre América e Portela, peleja esta, terminada com vitória esmeraldina pelo placar de 4x3 e apitada pelo Sr. Hugo de Morais, auxiliado por Manoel dos Santos e Jonas Ferreira. Com o relógio de bolso indicando 15:15 h chegava a hora da partida principal. Sob a arbitragem de Argemiro Félix de Sena (Sherlock) e auxiliado nas laterais por Lourenço Ferreira e Henrique Silva, as equipes postaram-se em campo para se iniciar o prélio tão esperado entre os garotos de Casa Amarela contra os de Jaboatão.

Destaque do Jornal Pequeno em 19/08/1944 sobre o jogo do dia seguinte
Após o apito inicial coube aos esmeraldinos a saída de bola. Logo aos 5 minutos de jogo o meio-campista Capuco driblou João Vitor do Portela e avançou em velocidade pelo lado direito e cruzou a pelota para Julinho, que viu o goleiro Nico atordoado e tocou no canto, fora de seu alcance para abrir a contagem. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 1X0 PORTELA. Os azulinos jaboatonenses não repetiam o bom futebol de outras partidas e o gol levado logo no início, provocou certo abalo no setor defensivo proposto por seu treinador. Num erro do atacante portelense Clóvis, a bola sobrou para o zagueiro Natal, que viu o meia Pedrinho livre de marcação e lhe de passe. Pedrinho se desvencilhou da marcação de Jorge e cedeu a bola para o atacante Zezinho, que disparou chute forte de fora da área aos 10 minutos, mas, a pelota passou por cima da baliza do guarda-metas adversário.

Ilustração de América x Portela de Jaboatão no Estádio dos Aflitos em 20 de
agosto de 1944 pelo campeonato pernambucano de futebol
O clube da Companhia Portela não queria fazer um “papel feio” e aos 15 minutos o meio-campista Baixa se livrou da marcação de Capuco do América e cedeu a bola para o atacante Dega, que avançou em velocidade, não sendo parado pelo zagueiro Lucas e de frente com Leça deixou tudo igual no placar para o time de Jaboatão. AMÉRICA 1X1 PORTELA e o empate estava instaurado. Como empatar era praticamente entregar o título do turno para o Náutico, a única opção foi atacar e aos 25 minutos o meio-campista Rubem lançou Djalma, que da entrada da pequena área chutou ao gol, todavia, o goleiro Nico agarrou a esférica com segurança. Aos 30 minutos mais um ataque alviverde, desta vez com Oseas, que correu desde o meio campo passando por Rubens e depois por Neno, entretanto, na hora do chute recebeu marcação do meia Baixa, facilitando a defesa do goleiro Nico.

Jornal Pequeno de 21/08/1944 destacando a vitória do América
O América era só pressão e aos 35 minutos foi a vez de Pedrinho avançar e tocar para Edgard e mesmo sob forte marcação de Rubens conseguiu chutar, mas, Nico desviou por cima das traves. Aos 40 minutos Edgard encontrou o companheiro de ataque Oseas livre de marcação dentro da grande área e lhe tocou a pelota para de cabeça desempatar o placar. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 2X1 PORTELA. Dois minutos antes de terminar o primeiro tempo os azulinos de Jaboatão aproveitaram a excessiva subida do América ao ataque e contratacaram com Clóvis, que tocou a bola para Vavá chutar no canto, mas, Leça desviou com perfeição e Lucas chegou logo em seguida para chutar às arquibancadas. Com o placar parcial de dois a um para o América terminou a primeira etapa da partida.

Jornal Pequeno de 21 de agosto de 1944
Com apenas um minuto de bola rolando no segundo tempo, o América atacou com Djalma, que após se livrar da marcação de Rubens, chutou no canto superior de Nico para aumentar a vantagem no placar.  É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 3X1 PORTELA. Os jaboatonenses que já não haviam feito um bom primeiro tempo, voltaram com um futebol ainda mais tímido e com 5 minutos no segundo tempo, Capuco avançou até a entrada da área grande e tocou para o atacante Edgard, que se desmarcou de João Vitor e chutou firme para aumentar a vantagem verde nos Aflitos. É GOL DO AMÉRICA! AMÉRICA 4X1 PORTELA. Os portelenses esboçaram uma reação aos 15 minutos quando o zagueiro Neno correu e fez lançamento direto para o atacante Mazinho, que chutou por cima do gol assustando o goleiro Leça. Com 25 minutos foi a vez do América atacar e num belo passe de Zezinho, a bola sobrou na grande área para Julinho, mas, o goleiro Nico o desmarcou e evitou levar mais um gol. Tentando descontar para o time azul e branco de Jaboatão o atacante Vavá teve uma boa chance aos 35 minutos, quando na entrada da grande área foi teoricamente derrubado pelo defensor Natal do América, o que gerou protestos do atacante Vavá. A última boa jogada da partida surgiu dos pés do americano Zezinho, que correu em direção ao gol e tocou para Oseas, que chutou forte para uma ótima defesa de Nico aos 40 minutos. As equipes estiveram assim escaladas:

AMÉRICA
Leça; 
Natal e Lucas; 
Pedrinho, Capuco e Rubem; 
Zezinho, Julinho, Djalma, Edgard e Oséas.


PORTELA
Nico; 
Rubens e Neno; 
João Vitor, Jorge e Baixa; 
Djalma, Clóvis, Mazinho, Dega e Vavá.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Branquinho no velho continente

Branquinho, agora atendido pelo seu nome, "Alvaro", no futebol maltês | Foto: Paul Zammit Cutajar

Muitos jogadores passaram pelo América nestes últimos anos e é bem verdade que dificilmente lembraremos de todos. Ou você esqueceu que no clube da Estrada do Arraial já passou Coringa? Ou quem sabe, Falcão ou Carlinhos Gravatá, recordam? Pois é, eu também não lembrava, até minutos antes de escrever esta texto, mas com certeza, quem acompanha o América lembrará de Branquinho.

Com três passagens no América, totalizando 50 jogos e 13 gols, Branquinho é um nome marcante quando se fala do América nos últimos quatro anos. O meia-atacante foi uma das peças importantes no time do técnico Paulo Junior, nos anos de 2010 e 2011. Depois de passar por Sport e Santa Cruz e conquistar o título estadual de 2012, passou pelo futebol alagoano e gaúcho até retornar para o América em 2013, onde ajudou a recolocar o Periquito novamente a primeira divisão do futebol pernambucano. 

Branquinho, em 2013, na sua ultima passagem pelo América | Foto: Marcia Wanderley

Sem chegar a um acordo com o América, foi para Linense-SP disputar o Campeonato Paulista e atualmente está na Europa, defendendo o Tarxien Rainbows, de Malta, país localizado entre o Sul da Itália e a Tunísia. Atuando em solo maltês desde julho deste ano, o ex-meia atacante do América tem contrato com o Tarxien Rainbows até maio de 2015 e, com quatro jogos disputados desde agosto no Campeonato Maltês - a BOV Premier League -, já conta com um gol de sua autoria no último compromisso de sua equipe, ao empatar em 3x3 com o Żebbuġ Rangers neste último domingo (14).

Boa sorte ao Branquinho! Branquinho que agora atende a torcida pelo seu nome lá em Malta, Álvaro!

domingo, 14 de setembro de 2014

De promessa ao ostracismo!!


A postagem que está sendo reproduzida foi retirada na íntegra do Blog do Diário de Pernambuco, sendo produzida por Cássio Zírpoli. Ele fala, apontando exemplos, como a vida de um atleta profissional tem altos e baixos, em determinado momento o atleta é candidato a estrela...depois está esquecido!!
Temos acompanhado o desempenho do América nas diferentes competições, seja de base ou profissional, torcendo pelo surgimento de um grande jogador, um atleta que levante o clube e traga bom resultados !! $$$$$!!
Profissionalmente sou professor da Rede Pública, História e Geografia, sempre sou procurado por meus alunos que querem ser indicados para um teste, todos são bons...de... conversa!!
Muitos acham que a vida de um atleta é fácil e que todos ganham muito dinheiro!! Esquecem que precisam de regularidade, de treinar sempre, respeitar o corpo e ter objetivos claros!!
"Os caminhos paralelos de Ciro e Lessa da revelacao ao ostracismo em seis anos:

Os atacantes Ciro e Anderson Lessa surgiram como craques. Aos 19 anos, ambos eram as maiores esperanças de Sport e Náutico para um grande negócio.
O primeiro marcou 32 gols nos Estadual de juniores daquele ano. O outro foi o vice-artilheiro, com 30 gols. Mal se conheciam, mas já escreviam uma história bem parecida…
No mesmo ano o futebol pernambucano realizou a sua melhor campanha no Brasileiro Sub 20, organizado anualmente no Rio Grande do Sul. O Clássico dos Clássicos foi uma das semifinais da competição. Nos dois times, Lessa e Ciro eram as principais atrações, ambos com contratos bem amarrados, até dezembro de 2012 e agosto de 2013, respectivamente.
Claro, foram negociados. Estão entre os 24 atletas vendidos no estado por pelo menos um milhão de reais. O primeiro a sair foi o alvirrubro, em 2010, com destino ao Cruzeiro, por R$ 2,6 milhões. Na temporada seguinte foi a vez do rubro-negro, por R$ 4,1 milhões, ao Fluminense.
Se mandaram ao eixo principal do futebol no país. Pra mudar de vida. Ganharam oportunidades, mas nunca deslancharam.
Escassez de gols, lesões, falta de confiança, transferências para clubes menores…
…e seis anos depois, hoje aos 25 anos, tentam voltar às suas primeiras casas.
Lessa foi dispensado do ASA e Ciro está encostado no Figueirense.

Ambos deram entrevistas ao Globo Esporte, em momentos distintos, relatando a falta de cabeça nos primeiros anos de estrelato. É quase uma regra diante da brusca mudança da base, sem o lastro da estrutura familiar.
Certamente, estão mais maduros. Devem ter aprendido com os erros.
Uma nova chance nos Aflitos e na Ilha do Retiro? Houve quase um pedido por isso.
Antes de uma oportunidade em campo, Anderson e Ciro poderiam ajudar repassando as suas histórias aos jovens ainda sem fama e dinheiro no Sub 15, Sub 17 e até Sub 20 nos grandes clubes pernambucanos.
Afinal, os dois atacantes não foram os primeiros a cair nesta armadilha do futebol. Porém, o fato de duas vidas terem sido tão parecidas diz muito sobre o rápido processo de profissionalização que o mercado exige…"
de Cássio Zírpoli, Blog do Diário, 13/09/2014