Um adversário nunca vencido

sexta-feira, 13 de novembro de 2009



Quando o futebol brasileiro caminhava para a profissionalização era comum que os clubes participassem de excursões e torneios amistosos fora de suas cidades de origem para a arrecadação de verbas, venda e compra de jogadores além da interação das agremiações esportivas de diferentes regiões do país e o Clube de Regatas do Flamengo fazia jus a esta regra tendo como um dos principais destinos as capitais nordestinas.

Em 1925 o clube da até então capital do Brasil desembarca pela primeira vez em Recife para uma série de partidas amistosas, o primeiro duelo com uma equipe pernambucana se deu numa sexta-feira (16/01) tendo como adversário o Torre que organizara um certame amistoso chamado Troféu Torre Sport Club para comemorar o vice-campeonato estadual conquistado em 1924 ao termino da partida o Flamengo vence a disputa por 3 a 1 ficando com a taça de campeão, dois dias depois (18/01), o clube carioca entra novamente em campo só que desta vez contra o atual campeão do estado o Sport para a disputa do Troféu Agência Hudson e acaba levantando a taça de campeão mesmo empatando por 3 a 3. Na quinta-feira (22/01) foi a vez do Santa Cruz enfrentar os excursionistas pelo Troféu Jornal do Commércio de Pernambuco e mais uma vez o Flamengo conquistava um título sobre uma equipe local por 3 a 0, no sábado seguinte o time da Gávea voltaria a disputar outra taça enfrentando naquela oportunidade a Seleção Pernambucana pelo Troféu Sérgio de Loreto e como já havia se acostumado sagrou-se campeão vencendo por 2 a 0. A última partida do Flamengo em solo recifense em 1925 aconteceu contra o América numa partida sem nenhum título posto em disputa datada no dia 27/01 o confronto terminou 6 a 1 para o rubro-negro confirmando assim a superioridade da equipe carioca perante as pernambucanas.

No ano de 1946 o Clube de Regatas do Flamengo retorna a capital pernambucana para a realização de três amistosos e desta vez o primeiro confronto foi no dia 7 de abril com o Glorioso da Estrada do Arraial que novamente não conseguiu superar o time rival e saiu derrotado por 4 a 2, após esta partida o time carioca venceu o Náutico por 4 a 0 e empatou por 1 a 1 com o Sport. Em 1951 quando o América viajou até o Rio de Janeiro para excursionar, acabou enfrentando o time da Gávea que venceu a partida por 3 a 0 com o reforço do ex-alviverde Dequinha, que tivera uma passagem excepcional pelo o América em 1950, a partida entre ambas as equipes ocorreu no Estádio General Severiano de antiga propriedade do Botafogo Futebol e Regatas na data de 31 de julho.

A última partida entre América e Flamengo aconteceu em 6 de julho de 1988 quando o rubro-negro visitava cidades do sertão nordestino e acabou por mais uma vez se deparando com o América no Estádio da Associação Rural, campo em que o Flamengo já havia jogado em 1987 empatando por 1 a 1 com a Seleção de Petrolina, na segunda vez em que jogava no estádio a equipe carioca saiu vitoriosa vencendo por 1 a 0 com gol do volante Flavio.



Fonte: Flapédia.

O centenário de um clube extinto

segunda-feira, 9 de novembro de 2009


Em 2009 caso ainda estivesse em atividade o Torre Sport Club teria completado 100 anos de existência. O clube que carregava consigo o nome do bairro em que ficava, foi fundado em 13 de maio de 1909 por um grupo de funcionários de uma antiga fabrica de tecelagem que havia no local, tinha como mascote o pica-pau e seu apelido era madeira rubra em referência as suas cores o vermelho e branco.

No primeiro ano do Campeonato Pernambucano o Torre terminou em terceiro lugar atrás do Flamengo (campeão) e do Santa Cruz (vice). Em 1922 ganha o torneio início, seu primeiro título de expressão, feito que se repetiria em 1929. Durante os dois anos seguintes é vice-campeão pernambucano, conquistando pela primeira vez o certame estadual no ano de 1926 após uma série de escândalos envolvendo a Liga Pernambucana de Desportos Terrestres e interrompendo o predomínio de 10 anos do América e Sport com a seguinte escalação: Valença, Filuca, Pedro Barreto, Aquino, Hermes e Dantas, Osvaldo, Piaba, Péricles, Antonio e Chiquinho.

Os anos de 1927 e 1928 foram frustrantes para o clube já que perdera as respectivas competições nas últimas rodadas ficando com o vice até que em 1929 o Torre novamente sagra-se campeão estadual dessa vez de maneira invicta, mas sob protesto da diretoria americana e leonina que afirmavam que o clube não mereceu o título devido a uma série de ocasiões que o beneficiaram. A equipe campeã era formado por: Valença, Aquino, Pedro Barreto, Arnaldo, Hermes e Dantas, Osvaldo, Piaba, Péricles, Policarpo e Galvão.

O último título pernambucano veio em 1930 e como já havia se tornado tradição a conquista se deu em meio agitações nos bastidores. Naquela oportunidade a questão era de envolvimento nacional devido ao fato da revolução que ocorrera no país com a queda do até então presidente Washington Luiz e que colocou Getúlio Vargas no poder deixou o Recife em extrema agitação. O governador Estácio Coimbra, torcedor declarado do Torre, teve que fugir para não ser preso deixando o governo para seu opositor Carlos de Lima Cavalcanti ligado aos revolucionários, com a paralisação do certame que era liderado pelo time rubro e com a falta de condições para o prosseguimento era por fim decretado novamente o Torre Sport Club como o grande campeão tendo em sua base os seguintes jogadores: Valença, Hermes, Miro, Leleco, Faustino, Costa, Agnelo, Piaba, Maturano, Letona, e Aldo.

Os anos seguintes para o madeira rubra não foram fáceis, o time começou a oscilar no Pernambucano chegando a ser o lanterna da Série Azul no ano de 1933 e vice-lanterna geral em 1934. No ano seguinte entrava em atividade o time que iria ser o seu grande rival e a pedra no seu caminho devido ambos serem da mesma localidade, o time em questão era o Tramways Sport Club que de cara conquistou a copa do bairro e sagrou-se vice-campeão estadual com isso começou a perder espaço no cenário regional até que no ano de 1936 o clube termina o campeonato pernambucano na última colocação e para piorar vê o seu principal rival levantar a taça de campeão invicto no segundo ano de participação. Durante o período de 1937 a 1939 o Torre se licencia voltando as atividades em 1940, mas sendo eliminado na primeira fase do torneio e definitivamente abandonado a competição.Após disputar a Copa Torre de 1942 onde conquistou o título pela oitava e última vez, endividado e sem a mesma força de antes o madeira rubra extingue-se dando fim a trajetória de uma das principais agremiações esportivas pernambucanas.

Referências: Wikipédia, RSSSF e Histórias do Futebol (blog).

Zé Maria: outro craque de seleção que jogou pelo o América

sexta-feira, 6 de novembro de 2009



O paraense radicado no Recife José Maria de Carvalho Sales ou simplesmente Zé Maria nascido em 3 de dezembro de 1931 começou sua carreira no Sport em 1955 conquistando logo na estréia como profissional o título pernambucano daquele ano, feito que iria se repetir no ano seguinte também defendendo o rubro-negro da Ilha do Retiro onde ainda conseguiria conquistar outra taça de campeão em 1958. Suas boas atuações pelo clube recifense renderam-lhe a convocação para defender a Seleção Brasileira na Copa América em 1959 realizada na Argentina onde foi vice-campeão com o esquadrão canarinho.


Quando se transferiu para o Náutico em 1961 foi vice no pernambucano e quarto lugar na Taça Brasil, a única conquista de expressão pelo time dos Aflitos veio em 1963 quando ajudou a levar a equipe alvirrubra ao título estadual. Naquela mesma temporada passa a defender a equipe do América ficando por lá até 1964, ano em que Zé Maria encerrou sua carreira.


Fonte: CBF, Wikipédia


A origem do Timbú

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


Em tempos idos o Clássico da Técnica e Disciplina era considerado a segundo maior clássico do futebol pernambucano devido a grande rivalidade existente entre alviverdes e alvirrubros, o Náutico possuía status de ser o clube formado por jogadores brancos e descendentes de ingleses não permitindo a adesão de mestiços ou negros em seu elenco já pelo América pesava a ideologia de ser considerado um clube fidalgo. A rivalidade iniciou-se em 1914 com a fundação da Liga Recifense de Futebol quando o Náutico não se filiou a instituição e parte dos seus jogadores acabou ingressando ao João de Barros FC (antigo nome do América), porém, em 1915 com o surgimento da Liga Sportiva Pernambucana e com a filiação do alvirrubro os mesmos jogadores que havia trocado o Náutico pelo João de Barros voltaram ao clube de origem.


O principal fruto deste tradicional embate foi o surgimento do mascote oficial do Clube Náutico Capibaribe que o acompanha até hoje. A escolha do Timbú ocorreu em 19 de agosto de 1934 num jogo valido pelo Pernambucano daquele ano realizado no Campo da Jaqueira. No intervalo, em virtude da chuva e da falta de condições no vestiário, o técnico alvirrubro preferiu conversar com os jogadores no centro do gramado. Um dirigente do Náutico levou para os jogadores uma garrafa de conhaque e pediu que eles bebessem um gole para agüentar o frio. Com isso, a torcida adversária gritava "Timbu! Timbu!" para provocar os jogadores alvirrubros, pois o animal aprecia a bebida alcoólica. A partida terminou 3 x 1 para o Náutico e os jogadores do time vermelho e branco ao saíram de campo foram perturbar a torcida americana, gritando "Timbu, 3 a 1. Após este jogo, o marsupial pertencente a família dos cangurus foi decretado mascote oficial do clube que no mesmo ano criou o bloco carnavalesco O Timbú Coroado que sai aos domingos de carnaval, da sede alvirrubra, e percorre o bairro dos Aflitos.


Fonte: Wikipédia



1945: Paz no Japão? Porrada nos Aflitos!!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009



3 de setembro de 1945.

O Japão se rendia na Ásia.

O Santa Cruz batia nos Aflitos.

Mas batia pra evitar desastre maior.

Tudo começou num gol anulado de Guaberinha.

Guaberinha que estaria impedido.

O Santa se descontrolou.

Djalma e Edgar marcaram 2 x 0 para o América.

Rubinho abriu a caixa de ferramentas.

Sendo expulso pelo juiz da partida.

Rubinho não se fez de rogado.

Atirou a pelota nas fuças o Sr. Maurício Chaves.

Pronto.

Porrada nos Aflitos.

Depois de muita pancadaria.

O América venceu o tricolor por 3 x 1.

Clássico da Técnica e da Disciplina?

Só contra o Náutico...

Roberto Vieira é pernambucano, alvirrubro, oftalmologista, escritor e blogueiro.
Recentemente publicou a obra "100 anos de Clássico dos Clássicos",
juntamente com Lucício de Oliveira e Carlos Celso de Oliveira.

Reduzindo a marcha...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Com o encerramento das atividades esportivas do Campeão do Centenário, o Blog do Mequinha irá dar uma hibernada com tempo indeterminado, devido a não sabermos ainda o calendário de 2010 no futebol pernambucano. Especula que a Série A2 de 2010 virá logo depois da Copa do Mundo, antecedido da Copa Pernambuco.

Apesar do América não realizar jogos oficiais durante este período, o Blog irá realizar o que sempre fez, e o que é o nosso objetivo: manter o torcedor americano atualizado com as notícias do alviverde e relembrar nossa gloriosa história. Enquanto isso, é levantar a cabeça e torcer bastante para que 2010 seja bem melhor do que 2009, tanto para nós, quanto para o nosso glorioso América.

Termina a saga do Sub 15 no Aberto 2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Infelizmente a equipe Sub-15, comandada pelo técnico Hamilton Correa não conseguiu passar para a próxima fase do Campeonato Aberto Infantil Juvenil 2009, passando para a próxima fase do campeonato o Clube Náutico Capibaribe e o Waldemiro Silva, equipe B do Santa Cruz Futebol Clube.

Apesar da eliminação, o presidente do América, Sergio Serpa aprovou o resultado obtido pelas equipes infantil e juvenil, equipe montada pela Prefeitura Municipal de Vicência, com parceria com o. Segundo o presidente, o torneio serviu para analisar as promessas para o futuro do América, tendo alguns atletas da equipe juvenil a chance de mostrar seu talento na equipe que será montada para a equipe profissional de 2010.

Por falar em Náutico e equipe profissional, a equipe do Carpinense Esporte Clube, do município de Carpina bateu o Náutico de virada nos Aflitos, válido pela Copa Pernambuco, conseguindo desta forma a classificação para a próxima fase do torneio. Vale ressaltar que boa parte do elenco do Leão da Mata é composto por atletas cedidos pelo Campeão do Centenário, recentemente, o clube de Carpina realizou a contratação do meia Léo Batista, também com passagem pelo América.